O Meio Passo Que Vai Mudar Sua Vida

Texto escrito por Leo Babauta. Traduzido e publicado com permissão.  O blog Zen Habits é muito bacana, recomendo a visita para quem entende inglês.

Você se surpreenderia se soubesse quantos emails recebo de pessoas que estão estancadas em suas vidas.

Elas estão falidas, ou desmotivadas, ou em um emprego que odeiam, ou não conseguem encontrar sua paixão, ou não conseguem motivar-se para ter uma vida mais saudável.

E elas não sabem por onde começar.

Dê o Primeiro Passo

É doloroso ler esses emails. Eles revivem a dor que vivi há não muitos anos atrás, quando eu também estava estancado.

Eu conheço o sentimento de desespero quando você está infeliz com sua vida e não sabe como mudar. Quando você tentou um monte de mudanças, mas não pôde encontrar a disciplina para mantê-las. Quando você se sente mal por saber que deveria levantar-se e começar a melhorar sua vida, mas prefere procrastinar mais um dia.

Os problemas desaparecem quando você os ignora, não é?

Também sei que, na verdade, só existe uma saída desse atoleiro de desespero.

É agir, realizar uma ação, não importa quão minúscula seja.

Você não precisa resolver tudo na sua vida agora mesmo. Você não precisa sequer resolver uma única coisa.

Você só precisa fazer uma coisinha pequena, minúscula, quase inexistente.

Meio Passo

Faça uma lista. Saia de casa e dê uma caminhada. Livre-se de parte da sua comida pouco saudável. Limpe a mesa da cozinha. Cancele algum compromisso marcado para amanhã, para que você tenha tempo de criar algo, sem importar quão pequeno seja.

Não faça todas essas coisas. Faça uma. Ou a metade de uma, ou um milésimo. Não importa quão pequena – quanto menor, melhor.

Dê esse primeiro passo. Celebre esse primeiro passo. Ame o passo, não o ponto de chegada. Esse passo, até mesmo o movimento de tirar o primeiro pé do chão e movê-lo para a frente – isso é tudo.

Essa é a verdade, e você não a verá em muitos livros de auto-ajuda: coloque cada micropartícula da sua existência nesse meio passo, seja nada mais que esse meio passo, e ame-o com tudo o que você tem… e sua vida mudou.

Com esse meio passo, tudo é diferente. Você não atingiu nenhuma meta… mas você se moveu. Você não criou algo maravilhoso… entretanto, mais do que nunca, você criou.

O Meio Passo Que Vai Mudar Sua Vida

Você criou beleza e alegria e movimento onde nada disso existia antes, onde antes só havia constrição e paralisia e confusão. Você mudou o mundo.

O Primeiro Hábito

Escolha um pequeno hábito para adicionar alegria à sua vida. Apenas um, minúsculo e milagroso.

Pode ser escrever, ou pintar, ou criar música por 2 minutos por dia. Pode ser uma caminhada ridiculamente fácil, ou uma corrida, ou desfrutar de um prato de frutas. Pode ser 2 minutos de meditação ou de reflexão em um diário.

Desfrute ao máximo disso.

Crie este único hábito, e você tem um êxito. Isto é uma fundação, um primeiro passo, a partir de onde construir.

Então você pode dar um segundo passo, e depois um terceiro, mas você não pode criá-los sem um primeiro.

Não mude sua vida inteira. Mude apenas esta pequena coisa.

Você se surpreenderá com o quanto isso importa. Eu me surpreendi.

Texto Original: The Half Step That Will Change Your Life

Images: Tom McCagherty Photography – CC | Dave Dehetre – CC

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A Sabedoria da Deusa

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A lua brilha no céu estrelado
E nos ilumina com
a Sabedoria da Deusa.
Sua Luz nos acolhe e
Aquece nossos desejos.

Ela que é e sempre será,
Vela por nós desde tempos imemoriais
Para que possamos aprender
E conhecer uma vida melhor.

Vida que se desliza
Pelos cálidos raios lunares
Até nós, unindo-se
Com a Grande Mãe,
Abrindo nossos caminhos
Para a felicidade.

A Lua brilha no céu estrelado
E desce à Terra
Para iluminar e abençoar
a todos aqueles que desejem
carregar a chama prateada
em seus corações,
e espalhar assim a Sabedoria da Deusa.

Mas…o que é a Sabedoria da Deusa?

– É o conhecimento da Grande Mãe, da Mãe Terra.
– É viver de acordo com seus ciclos naturais.
– É celebrar os festivais das colheitas numa infinita
Comunhão com Ela e com o Universo.
– É celebrar a Vida em cada ato do dia a dia.
– É ver em cada dia a Presença amorosa D’Ela!

Imagem: AlicePopkorn

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Fazendo as Malas!

Malas, malas e mais malas.

Você NÃO precisa levar a casa inteira!

Chegaram as férias! Pra muita gente, é tempo de viajar para rever a família, conhecer novos lugares ou revisitar as cidades favoritas. Bom demais, não?

Junto com os preparativos para as viagens, surge a grande dúvida: o que levar na mala??

Não é que eu adore fazer malas, mas a verdade é que não tenho grandes problemas com isso. Deixo pra última hora, sim, mas não sofro – em menos de uma hora, está feita. Viajo com o mínimo possível porque adoro espaço sobrando pra poder fazer comprinhas sem me preocupar com a facada que é a tarifa por excesso de bagagem. Se a viagem é só de uma semana e não pretendo fazer compras, uma mala de bordo resolve perfeitamente.

Viajar com pouca coisa torna o passeio mais tranquilo. Você não se sofre tanto com possíveis extravios no aeroporto ou furtos no hotel e não perde muito tempo na indecisão do que usar antes de cada saída. Além disso, levar pouca bagagem também é econômico. No exterior, várias empresas aéreas locais limitam o peso da bagagem em menos que os nossos vinte e três quilos (e você paga caro por cada quilo extra), além de limitarem o número de malas, cobrando a mais por cada volume adicional. Aqui no Brasil, já tem companhia aderindo à prática.

Ter uma listinha do que levar facilita muito a vida. Você pode criar uma lista geral válida para qualquer viagem e adequá-la segundo o destino – frio ou quente, montanha ou praia. Quer um ponto de partida? Compartilho minha lista. Use-a como base para a sua própria!

Roupas e Calçados

  • uma “parte de cima” (top, blusinha, camisa, camiseta) para cada dia de viagem
  • uma “parte debaixo” (calça, bermuda, short, saia) para cada três dias de viagem
  • um vestido para o dia
  • um vestido para a noite (que sirva para um jantar ou uma balada)
  • um par de calçados megaconfortável e que combine com tudo (sim, pode ser o tênis de sempre, após uma boa lavagem!)
  • se for mesmo necessário, outro par para as saídas noturnas
  • um par de chinelos
  • uma roupa de dormir (camisola, pijaminha, camiseta)
  • uma calcinha para cada dia de viagem
  • dois sutiãs (você usa um enquanto lava e coloca pra secar o outro)
  • um par de meias para cada dois dias de viagem
  • uma meia-calça pra incrementar o visual para a noite
  • três ou quatro acessórios (contando cintos, echarpes, lenços etc.) que combinem com quase tudo
  • Se você for para a praia, não se esqueça de levar dois biquínis ou maiôs e duas saídas de banho para não precisar usar roupa molhada no dia seguinte. Uma sacola de praia também ajuda.
  • Se for para um lugar frio, um pijama quente, cachecol e luvas são imprescindíveis.

Nécessaire

  • versões mini de xampu e condicionador (tenho potinhos para enchê-los em viagens com o que eu preferir
  • sabonetinhos em barra (sabonete líquido é ótimo, mas aumenta a tralha por causa da bucha)
  • escova de cabelo
  • escova de dentes de viagem (menor e com capinha protetora)
  • pasta de dentes
  • maquiagem básica e que não seja à prova d’água, para não precisar de demaquilante específico
  • protetor solar
  • hidratante

Eletrônicos

Os meus viajam comigo, na bolsa, juntos com os respectivos carregadores. Os eletrônicos são a parte mais cara da minha bagagem e a que seria mais difícil repor numa eventual perda, não só pelo custo mas, principalmente, pelas informações (fotos, números de telefone, roteiros de viagem) que carregam.

Dicas

  • leve roupa para uma semana, mesmo que a viagem seja mais longa – você sempre pode recorrer a uma lavandeira ou à máquina de lavar de um amigo e, assim, evita carregar tanto peso e ter de compra uma mala extra para as compras de viagem
  • sempre prefira viajar com uma mala média – a grande é desajeitada e levantá-la da esteira não é bolinho; se tiver tanta coisa assim pra levar (ou se tiver mesmo de comprar uma mala extra na volta), opte por uma média e uma pequena de bordo
  • a não ser que você vá para um lugar sem estrutura alguma, não carregue a casa nas costas – você pode comprar mais xampu se o que levou acabar durante a viagem, ou uma blusinha para um caso de emergência fashion
  • não leve seu vidro preferido de perfume e que ainda está cheio – transfira um pouco para uma embalagem própria, ou leve um perfume que não seja “de estimação”, para não ficar arrasada se o vidro quebrar
  • você pode sobreviver sem o seu arsenal de maquiagem e cabelo; simplifique!
  • feche com fita crepe (fita adesiva) todos os frascos para evitar melecas na necessaire; leve a fita na mala para fazer o mesmo na volta
  • leve um saco plástico para trazer a roupa suja
  • um lanchinho que não ocupe espaço (barra de ceral, chocolate, frutas secas) vai bem na bolsa e pode ser providencial em esperas no aeroporto ou nas madrugadas no hotel
  • antes de fazer as malas, confira a meteorologia para não ter qualquer imprevisto
  • se você organizar bem a mala, cabe mais coisa; olhe o que essa comissária de vôo consegue levar numa mala de bordo: roupa para dez dias!

Lembre-se: viaja mais feliz quem leva com pouca bagagem. ;)

Boas férias!

Imagem: lindajd.

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Quer um Fim de Ano Sem Stress e Sem Dívidas? Faça Um Orçamento

Novembro chegou, e com ele a hora de pensar nas festas de fim de ano.

(Isso, claro, se você não quer que Dezembro seja um caos de stress e dívidas que vão lhe acompanhar pelo resto do ano que vem.)

Planejamento é fundamental para um fim de ano sem crises, sem caos e sem stress desnecessário. O ideal para mim é começar esse planejamento em Outubro, mas estou atrasada, então, começarei em Novembro mesmo.

Hoje quero falar da tarefa que deve ser a primeira nesse planejamento, e é a mais difícil : criar um orçamento básico.

Quer um Fim de Ano Sem Stress e Sem Dívidas? Faça Um Orçamento

Coloque tudo no papel

Bah, talvez essa seja a segunda tarefa mais difícil; muitas vezes, manter-se dentro do orçamento é que vai ser realmente difícil. Seja como for, essas duas tarefas são as mais importantes, se você quer passar um fim de ano tranquilo e sem stress.

Vamos lá?

Quanto Vamos Gastar?

Para começar, você deve definir quanto pode gastar com as festas, no total. Total de tudo, tudo o que você vai gastar relacionado com o Natal e Ano Novo.

E você pergunta: “Mas Nospheratt, como eu vou decidir quanto vou gastar, se ainda não sei o que vou comprar?”. Esse é justamente o truque para não se atolar de dívidas nas festas, respondo eu.

Você deve gastar dentro do que você pode, e não em função do que quer comprar – e lembre-se que toooodas estas compras e gastos são coisas que QUEREMOS comprar, não que PRECISAMOS comprar.

A lógica é que a coisa funcione assim: digamos que eu tenho 150 reais para “gastos extras” todos os meses. Se eu juntar Outubro, Novembro e Dezembro, tenho 450 reais para investir nos gastos do Natal e Ano Novo.

Se eu acho isso suficiente, ótimo; já sei que não devo gastar esse dinheiro com outras coisas durante esses 3 meses, pois elas estão destinadas às festas; e já sei que meu orçamento ascende à esse valor, então tenho que dividir isso entre as minhas áreas de gastos.

Pronto – se eu me ater à isso, chegarei à Janeiro sem dívidas. ;)

Ou então, digamos que eu acho que posso gastar um pouco mais; posso pegar Janeiro e Fevereiro, também, e ter um orçamento total de 750 reais. Ótimo; já sei qual é a grana da qual disponho, quais os meses nos quais não poderei dispor desse dinheiro pra outras coisas, e em Fevereiro estarei sem dívidas. Deu para captar a idéia?

Um Sonho Possível

Para muitas, talvez isso pareça bizarro – mas é possível gastar em torno de 600 reais com as festas (Natal e Ano Novo), recebendo cerca de 15 pessoas na sua casa, e com presentes para todos.

Como? Planejando, usando muita criatividade e dando tchauzinho para o consumismo barato que só serve para nos fazer gastar e não alimenta a alma de ninguém.

É questão de querer. De estar disposta a encarar as festas como uma reunião com pessoas amadas, e não como uma competição para ver quem dá o presente mais caro ou faz o prato mais gourmet.

Diga Não Às Dívidas

Então, analise suas possibilidades, e crie seu orçamento.

Mas atenção: em hipótese alguma planeje se endividar com as festas até mais do que Fevereiro. Você quer comemorar as festas, não complicar sua vida pelo resto do ano. Se tiver que simplificar ao extremo este ano, para se adaptar ao que você dispõe, faça-o!

Será um alívio e uma felicidade não se endividar, e você pode começar a seguir um modelo melhor no ano que vem.

A Solução Ideal

Aliás, o ideal é ir juntando dinheirinhos todos os meses, para não se endividar NADA no fim do ano.

Se você começar a juntar 100 reais por mês, a partir de Janeiro de 2011, terá 1000 reais para gastar com as Festas no final de 2011.

Esse valor pode ser adaptado para cima ou para baixo, conforme as possibilidades de cada uma; mas sempre é a melhor idéia. ;)

Seja Realista

Voltando às festas deste ano: defina seu orçamento real, segundo o que você pode gastar no total – não importa se são 1000 reais, ou 100.

Se na realidade você só pode gastar 300 reais, não decida que vai gastar 600 só porque “300 é pouco” ou “300 não vai dar”. Anote seus 300 reais, e mantenha em mente que:

1 – Você está fazendo a coisa certa, ao se planejar dentro das suas possibilidades;

2 – Dinheiro (e/ou presentes caros) não compra amor, afeto, aprovação, respeito, harmonia, nem celebrações felizes – por muito dinheiro que você tenha.

3 – Se o seu dinheiro é curto, você só precisa de mais criatividade e disposição para se concentrar no que é verdadeiramente importante, para ter umas festas maravilhosas.

Como Vamos Gastar?

Quer um Fim de Ano Sem Stress e Sem Dívidas? Faça Um Orçamento

Diga não às dívidas

Agora que já sabemos o total do qual dispomos, temos que dividir nosso planejamento em “áreas”.

Coloquei os exemplos mais comuns aqui abaixo; cada uma deverá adaptar essa lista às suas necessidades, adicionando ou eliminando áreas.

  1. Presentes
  2. Comida e bebida
  3. Roupas
  4. Viagens
  5. Decoração

Depois de definir suas áreas, você deverá definir quanto vai gastar com cada uma delas, em total. Só o total de cada área – mais adiante você pode refinar o orçamento, vendo os gastos mais detalhadamente.

Olhe cada área, e destine uma soma apropriada, DENTRO DAS SUAS POSSIBILIDADES (isto é, dentro do orçamento total que definimos no começo), para cada uma. Seja realista.

Anote esse valor ao lado de cada área.

Por exemplo: se você não recebe ninguém em sua casa, pode destinar mais dinheiro aos presentes, do que à comida e bebida (mas provavelmente vai querer comprar alguma coisa para as visitas imprevistas). Se você vai viajar, não precisa de orçamento para decoração. Etc, etc.

O que me lembra: não precisa destinar grandes somas de dinheiro para a decoração. Vou tentar fazer um post sobre isso depois, mas uma decoração simples e com poucos elementos é mais que suficiente, e fica ótima. Você não precisa gastar o que não tem, tentando criar um cenografia de capa de revista.

Questão de Escolha

Como serão suas festas este ano, só depende de você.

Não depende de quanto dinheiro você tem para gastar, nem do que dizem as revistas, nem das expectativas de fulano ou beltrana.

Se você quer passar um fim de ano bacana, feliz, tranquilo, e começar o próximo ano sem dívidas, só depende de que você decida fazer um pequeno planejamento, e manter-se dentro dele.

Eu sou prova de que isso é possível. Experimente! :)

Image Credits: SunshinecityAlan Cleaver

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Sobre Fracasso

Às vezes eu me sinto um fracasso.

Textos não escritos, emails não respondidos, tarefas incompletas, projetos que se tornam pouco menos que impossíveis.

E por momentos, sinto ódio de mim mesma. Você sabe bem como é, não é mesmo?

Fracasso

Falhar é uma coisa inaceitável para nós. Apesar de que falhar é uma coisa inerente ao ser humano, perseguimos a idéia de perfeição, de que podemos tudo, de que deveríamos fazer tudo. Sem descer do salto e sem bagunçar o penteado.

Ora, que absurdo.

Talvez seja hora de aceitar que somos humanas. Nada mais e nada menos que isso. Que cada uma de nós é uma pessoa só, que cada dia tem só 24 horas, e que é insano fazer de conta que que podemos fazer mais do que isso.

Eu já falei sobre isso antes, mas parece que não consigo me convencer dessa simples verdade. Eu sou uma pessoa só. O tempo é finito. Insistir na idéia contrária é se colocar rumo ao fracasso.

A Diferença Entre Falhar e Fracassar

Eu vejo as coisas assim: falhar é o que acontece quando não conseguimos fazer algo que pretendíamos fazer. Isso acontece todos os dias, com coisas pequenas e grandes, às vezes por culpa nossa mesmo e muitas outras por causas externas. Falhamos, analisamos a situação e no mais das vezes, decidimos tentar novamente, retomar amanhã, fazer de outro jeito… mas seguimos em frente.

Fracasso é uma coisa bem diferente. Fracasso é o que acontece quando desistimos. Quando nos damos por vencidas; seja porque não estamos mais dispostas a continuar tentando, ou porque concluímos que o objetivo se tornou impossível de ser atingido.

A importância que esse ponto de vista tem é a seguinte: enquanto você não desistir de tentar, não terá fracassado. Se não desistir, mesmo que tenha falhado hoje, poderá conseguir o que almeja amanhã. Ou depois de amanhã, ou semana que vem. Não importa. O importante é não desistir.

Pois somente não desistindo é que temos possibilidade de vitória, de atingir nosso objetivos, de resolver problemas, de encontrar soluções.

Enquanto você não se render, pode até perder várias batalhas, mas ainda terá possibilidades de vencer a guerra.

Image Credit: Vincepal – CC – By

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A Balança e o Equilíbrio Cósmico Financeiro

As Criadoras e os Dadores de Vida

Bom, depois de tanto tempo “ausente” resolvi seguir o exemplo da Nospheratt e escrever o que deixei pendente.

Equilíbrio e Poder

No post “O Mal que nos assola” comecei a falar deste assunto e tinha ficado de completar a informação, então como disse a Nospheratt “Más vale tarde que más tarde aún!”

De alguns anos para cá frequentemente quando jogava as cartas para mim aparecia o seguinte dado: que eu sou ou tenho o Poder Real – aquele que vem da divindade – e que meu parceiro é a expressão desse Poder no mundo físico.

Este dado também “surgiu” numa das poesias que Ratziel me deu faz 9 anos; sempre me pareceu lindo isso mas nunca dei muita bola, porque mesmo que parecia haver um certo equilíbrio nesse fato, ao mesmo tempo eu temia que o ego estivesse por trás dessa frase.

Agora, depois de anos, depois de outro tanto de caminho andado entendi o significado, ou melhor… os Maestros novamente me deram informações que sustentam esse entendimento.

Antes de falar do equilíbrio dessa balança, é preciso que explique que o Poder Real é a Força interior que provêm do conhecimento de nossa própria divindade interna por sermos “as criadoras”.

E o somos porque geramos a Vida, porque a humanidade nasce de nós; por isso nós temos o Poder Real, o que gera a Vida, o que gera outro Ser humano.

Obviamente este Poder é inerente as mulheres pelos motivos descritos acima, e mesmo os homens participando da criação não são criadores, eles são “dadores de Vida”, e assim o equilíbrio se mantêm.

Equilíbrio Perfeito

A grande novidade é que todas as mulheres fazem “balança” com um dos homens de sua vida, podendo ser seu marido, seu parceiro, seu filho, seu pai ou irmão, ou namorado…

Como falei, a mulher tem o Poder Real ou Espiritual, e o homem (o homem com o qual ela faz “balança”) é a expressão desse Poder no mundo físico.

Para que essa balança esteja em equilíbrio a mulher tem que ter poder na relação, se isso acontecer o homem gera a prosperidade que permite aos dois viver comodamente e sem problemas financeiros.

Numa sociedade patriarcal normalmente a mulher tem menos poder em todos os aspectos que se relacionam com a vida do casal, e isso é altamente negativo para os ganhos financeiros dos dois.

Que ironia! Quanto mais o mundo nega e socava a espiritualidade feminina, mais pobre fica.

Isso é uma péssima conclusão, porque significa que as mulheres estão perdendo seu Poder Espiritual, mesmo que não pareça isso, justamente nestes dias em que tanto se fala da liberação e da acensão da mulher na sociedade.

Sendo as coisas como são, não é de se admirar que um mundo matrifocal sim floresça em harmonia e riqueza para todos.

Vale dizer que não se trata de um dos dois mandar ou decidir mais que o outro, mas de manter o equilíbrio numa relação que tem tudo a oferecer ao homem e à mulher que desejam e podem viver bem e sem sobressaltos financeiros.

Apesar de que sigo a tradição Diânica no Caminho da Bruxaria e por isso sou mais focada no Sagrado Feminino, nunca deixei de lado a questão do equilíbrio entre o homem e a mulher, pois como sempre me ensinaram os Maestros… um não é nada sem o outro e nada de valor pode ser alcançado sem a conexão correta entre eles.

Este texto foi difícil de escrever e não sei ao certo se consegui explicar bem a questão proposta, mas fica minha tentativa; se alguém tiver perguntas é só escrever e eu responderei.

Imagem: kylesteedBostonBill

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Organizando sacos plásticos

Aceito bem poucos sacos plásticos pela rua. Geralmente, uso sacolas de pano retornáveis (as tais ecobags) por serem mais práticas, mais resistentes e melhores para o meio ambiente.

Só que nem sempre dá pra escapar das sacolinhas plásticas (ou sacolonas – por exemplo, aquela da loja de roupas de cama) e aí o melhor a fazer é guardá-las em casa até ter uma chance de reaproveitá-las. Nesse caso, como evitar a bagunça? Você pode ter um puxa-saco, mas precisa pendurá-lo em algum lugar. Pode deixar todas as sacolas dentro de uma embalagem maior, mas quando precisar de uma pegará outras quatro sem querer.

Sacos plásticos dobrados.

Muito prático!

Ou pode dobrá-los com capricho, para que ocupem pouco espaço e estejam sempre a mão. ;)

Ensino sempre que posso um jeitinho prático de dobrar sacos, mas nunca tive a devida paciência de tirar fotos para explicar o processo a quem está longe. Bem, a autora do blog A Lil Bird told me teve: lá você vê o passo-a-passo para dobrar sacos de plástico e guardá-los sem bagunça para uso futuro (via lifehacker). O texto está em inglês, mas as fotos são autoexplicativas. Só não se esqueça de, na última etapa, embutir a alça do saco dentro da dobra – é isso que o mantém no lugar.

Também achei um vídeo curtinho ensinando a dobrar os sacos.

Fácil, não? Você não tem mais desculpas pra manter aquela maçaroca bagunçada de sacos no fundo da gaveta.

Imagem: C-Monster, cc.

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Pudim de Pão Com Leite Condensado

Semanas atrás, eu prometi para o Arcanjo que ia publicar minha receita de Pudim de Pão com Leite Condensado.

Como eu costumo dizer, “Más vale tarde que más tarde aún!:P Então, vamos lá.

Pudim de Pão com Leite Condensado

Pudim de Pão Com Leite Condensado

Qualquer tipo de pão serve!

Ingredientes

  • 6 xícaras de pão picado com casca (qualquer tipo de pão serve, inclusive pão de sanduíche, amanhecido ou não)
  • 250gr de açúcar
  • 1/2 litro de leite
  • 3 xícaras de água
  • 3 ovos grandes batidos (ou 4 pequenos)
  • 1 colher de sopa de manteiga ou margarina derretida
  • 1 colher de sopa de canela ou baunilha (opcional)
  • 1 caixa de leite condensado

Modo de Preparo

1 - Coloque o pão picado (quanto mais picado, melhor) em uma vasilha grande. Molhe o pão com a água e deixe de molho até que toda a água tenha sido absorvida e as cascas estejam moles.

2 - Adicione o leite frio e amasse com um grafo até desmanchar bem as cascas.

3 - Adicione o açúcar, os ovos batidos, a manteiga derretida, a canela ou baunilha (se for usar) e o leite condensado. Misture bem e deixe descansar um pouco. A massa vai ficar bastante líquida, não se preocupe.

4 - Unte uma forma grande (que pode ser furada no meio ou não, eu uso sem furo) com calda de açúcar. Eu uso esta receita: Calda de Caramelo

Se preferir dispensar a calda, unte a forma com manteiga e polvilhe com açúcar. Funciona do mesmo jeito, mas não fica tão gostoso, é claro. ;)

5 - Encha a forma até 2/3 da altura, no máximo. Como a massa é líquida, ela vai ferver e pode virar. Para evitar desastres, eu forro uma bandeja grande de forno com papel alumínio e coloco a forma de pudim em cima do alumínio, antes de levar ao forno. Aconselho que você faça o mesmo.

PS - Se sobrar massa (aqui sempre sobra) você pode guardá-la para assar no dia seguinte. Guarde na geladeira, em um pote hermético. O pudim fica perfeito do mesmo jeito.

6 - Pré-aqueça o forno por 10 minutos. Não faço idéia de qual é a temperatura exata, mas o forno deve estar bem quente.

7 - Asse o pudim até que as bordas estejam douradas, e o meio dele esteja firme (experimente com uma faca ou colher). Aqui leva uns 40 minutos.

Leve em conta que ele vai ganhar mais firmeza quando esfriar; basta que o centro esteja pastoso, e não líquido, para apagar.

8 - Deixe esfriar, e sirva. Eu nunca desenformo esse pudim porque não dá tempo; basta que ele esteja morno, e já começa a desaparecer diretamente da forma. :P

Dica muito indecente: sirva o pudim com doce de leite. Apesar de levar leite condensado, ele fica doce na medida certa, o que faz com que o doce de leite seja o acompanhamento ideal para quem é formiga.

Só não vale me xingar depois! :P

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Uma Estranha No Espelho

Há dois tipos de “eu sempre quis”.

Eu sempre quis conhecer Paris. Esse é um querer enorme, que depende de milhões de coisas para se realizar.

Eu sempre quis ter uma hora por semana para cuidar de mim. Para ler, fazer as unhas, o que der na telha. Para escrever, imaginar, pintar. Para mim, só para mim.

Esse é um querer simples e legítimo, que na verdade só depende de que eu me decida a torná-lo realidade. Desculpas e explicações de porque não posso ou não consigo ou não devo fazê-lo, me sobram. Mas na verdade só depende de mim.

Uma Estranha No Espelho

E eu não consigo compreender, realmente, porque temos tantos “quereres” que deveriam estar na lista dos realizados, não estão.

E porque aquelas pequenas, minúsculas coisas que são só para nós, são sempre relegadas ao final da lista de prioridades, até que caem pela borda? Até que esquecemos que um dia quisemos ler, fazer as unhas, sonhar de olhos abertos, preguiçar só um pouquinho?

Até que um dia, uma estranha no espelho pergunta “Quem é você? Onde você estava enquanto eu desaparecia afogada em lágrimas que não foram choradas?

Onde estava você, quando eu precisava sonhar, cantar, dançar, por um minuto que fosse?

Onde estava você quando tudo que eu pedia era um átimo de poesia?

Onde estava você quando eu tinha sede do rio, do verde e da terra?

Onde estava você, enquanto eu morria?

Image: A Kinich Ahau… – CC

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Hoje Preciso de Silêncio

Hoje preciso de silêncio. De recolhimento. De paz e quietude. Hoje preciso ignorar o mundo lá fora, que chama aos gritos, exige, demanda.

Hoje é momento de estar só, de pensar, refletir, viajar pelas terras internas. Ter um tempo só meu, ininterrupto como as águas do rio. Hoje não quero falar, dizer, contar.

Hoje quero ser só eu. Em silêncio.

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Hoje preciso da solidão que Clarissa Pínkola Estés descreve no livro “Mulheres Que Correm Com os Lobos”:

A solidão não é uma ausência de energia ou de ação, como acreditam algumas pessoas, mas é, sim, um tesouro de provisões selvagens a nós transmitidas a partir da alma. Nos tempos antigos, a solidão voluntária era tanto paliativa quanto preventiva. Ela era usada para curar a fadiga e para evitar o cansaço. Ela era também usada como um oráculo, como um meio de se escutar o self interior a fim de procurar conselhos e orientação que, de outra forma, seriam impossíveis de ouvir no burburinho do dia-a-dia.

As mulheres dos tempos antigos, assim como as mulheres aborígines modernas, reservavam um local sagrado para essa indagação e comunhão. Tradicionalmente, diz-se que esse lugar era reservado para a menstruação, pois durante esse período a mulher está muito mais próxima do auto-conhecimento do que o normal. A membrana que separa a mente consciente da inconsciente fica, então, consideravelmente mais fina. Sentimentos, recordações e sensações que normalmente são impedidos de atingir a consciência chegam ao conhecimento sem nenhuma resistência. Quando a mulher procura a solidão durante esse período, ela tem mais material a examinar.

No entanto, nas minhas conversas com mulheres de tribos das Américas do Norte, Central e do Sul, assim como com descendentes de algumas tribos eslavas, descobri que os “lugares das mulheres” eram usados a qualquer hora, não apenas durante a menstruação. Descobri, ainda, que cada mulher muitas vezes tinha seu próprio “lugar da mulher”, que podia ser uma certa árvore, algum lugar à beira d’água, algum aposento natural criado pela floresta ou pelo deserto, ou alguma gruta oceânica.

Minha experiência de análise com mulheres me leva a crer que grande parte do mau humor pré-menstrual da mulher moderna não representa apenas uma síndrome física, mas também pode ser atribuído ao fato de a mulher se ver frustrada na sua necessidade de reservar tempo suficiente para se revitalizar e se renovar.

Sempre rio quando ouço alguém citar alguns dos primeiros antropólogos que afirmavam que as mulheres menstruadas de várias tribos eram consideradas “impuras” e forçadas a deixar a comunidade até que tivessem “terminado”. Todas as mulheres sabem que, mesmo que existisse um exílio ritual forçado como esse, cada uma das mulheres, quando chegada sua hora, sairia da aldeia triste e cabisbaixa, pelo menos até não estar mais à vista, e de repente sairia saltitante pelo caminho, tagarelando o tempo todo.

Como na história, se fixarmos uma prática regular de solidão voluntária, estaremos propiciando uma conversa entre nós mesmas e a alma selvagem que se aproxima da terra firme. Agimos assim não só para “estar perto” da nossa natureza selvagem e profunda, mas, como na tradição mística desde tempos imemoriais, o objetivo dessa união é o de que nós façamos perguntas e de que a alma dê conselhos.

Quanto tempo faz que você não conversa com sua alma?

Image: When The Night Falls – Alice Popkorn – CC

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