Promessa É Dívida - A Réplica da Réplica
Por Nospheratt • Oct 12th, 2006 • Seção: Umbigo
Bom, vamos lá, responder a resposta da resposta ao comentário. Façam suas apostas!
Sr. Anônimo Já Não Tão Anônimo:
Embora eu continue não concordando com a postura expressada no comentário, estou abismada com a impressão completamente diferente que se tem da sua pessoa, após ler o post que você escreveu. O comentário que você deixou parecia provir de um completo imbecil (desculpe a grosseria, mas estou sendo completamente sincera), como tantos anônimos comentaristas que já vi por aí. Depois de ler o outro texto, vejo uma pessoa bastante educada e inteligente, apesar das idéias completamente contrárias às minhas. Para ser honesta, se o comentário tivesse sido deixado com uma URL ou email, eu não teria sido tããão venenosa - eu teria escrito as mesmas coisas, mas de forma mais educada. Porquê? Porque o anônimo não existe; ele me passa uma sensação de covardia, de estar se escondendo, e não tenho nenhum respeito por esse tipo de gente. Posso estar certa ou errada quanto a isso, mas é assim que penso. Meu blog, minhas regras.
Não tenho nenhum problema com as críticas - sempre que forem expressadas de forma inteligente e educada. Se alguém me diz “Pô, esse texto tá uma porcaria, por este ou aquele motivo” , vou parar e analisar a crítica. Talvez eu esteja de acordo, talvez não, mas não me sinto ofendida. Por exemplo, você disse que este blog é mixuruca. Estou de acordo. Faz uns dias que percebi isso, e estou trabalhando em uns posts sobre o assunto, e em algumas mudanças a fazer. Por pura coincidência, eu havia chegado a essa conclusão um pouco antes que você comentasse; mas se não fosse assim, eu analisaria a crítica, e provavelmente chegaria à mesma conclusão. Além disso, eu não tomei o comentário original que você deixou como uma crítica sobre mim, mas sobre a Cicarelli. Não acho que alguém esteja me criticando, por pensar diferente de mim.
Sim, se pode dizer que montei uma execução - para alguém que, no momento, não existia, era uma idéia. Como eu disse, quem critica dificilmente dá a cara. Não deixa de ser legal conhecer a exceção à regra, ou seja, você. E mesmo que meu blog seja meia-boca, ninguém recebe absolutamente nada se não assinar voluntariamente o Feed RSS. Abomino o spam e qualquer coisa parecida.
Nós estamos de acordo em que “putaria em local público não combina“. Eu mesma jamais me comportaria de forma tão explícita em público. O caso é que eu acho que o que se vê no vídeo não dá para crucificar uma pessoa. Ela errou? Sim. Deveria ter pensado antes? Provavelmente. Ela é uma baita vagabunda e merece ser excomungada por causa do que fez? Eu acho que não. Não é uma questão de ser “moderninha“, é uma questão de parâmetros, de exagêro. Para que fique claro, não é que eu queira endossar o que a Daniela fez; é que sou contra o apedrejamento que se ergueu contra ela. Não acho justo uma mulher (qualquer uma) ser crucificada por estar se esfregando no namorado, por mais inconveniente que isso seja; principalmente quando um cara faz a mesma coisa - EXATAMENTE a mesma coisa - e passa em brancas nuvens.
Sim, o comentário sobre “a mãe alheia” foi pouco educado. Eu não estava pretendendo ser educada, e sim sarcástica; eu estava zombando do covarde que disse coisas que eu considero enormes tolices. Como você vê, agora que deu a cara, estou sendo muito mais educada.
“Se um tem o direito de fazer o outro tem o direito de criticar.” Certíssimo. MAS criticar é uma coisa; crucificar, ofender e rebaixar é outra. Da última vez que eu olhei no dicionário, vadia, puta, vagabunda e adjetivos afins eram ofensas usadas para desqualificar mulheres de pouca valia para a sociedade.
“Raiva pessoal“? Mmmm, deixa eu ver… Não. Talvez um pouco de “Raiva Solidária” com o sexo feminino. “Pouco profissionalismo“? Certamente. Eu escrevo este blog por pura diversão, para desentulhar a cabeça e pra escrever o que me der na telha. Não tem nada de profissional aqui, não.
E aqui chegamos ao ponto onde eu mais discordo de você: o “abrir as pernas“. Fácil o escambau! Sendo homem, você não tem como saber se é fácil ou é difícil; nenhum homem tem. Você já perguntou isso para alguma mulher? Ao contrário do que vocês pensam, não é nada fácil, salvo raras exceções. Sexo, para a mulher, é muito diferente do que sexo é para o homem. Que muita mulher se prostitui porque ganha mais com isso do que trabalhando, é fato. O que não quer dizer que seja fácil. Também é fato que muita mulher se prostitui porque não consegue outra forma de sobreviver. A Bruna Surfistinha, na minha opinião, é um fenômeno de marketing - que vende, porque o povão gosta de baixaria. Também funciona porque ela transgrediu as regras, e deu às pessoas a possibilidade de espiar um mundo “proibido” de perto. Quase todo mundo tem um lado voyeur, e uma curiosidade mórbida por coisas obscuras e/ou sujas - vide a procura pelas fotos do acidente da Gol.
Mas as prostitutas não são o assunto aqui. O que eu não gosto, é essa mania de categorizar a mulher em função da sexualidade. Mulher que transa com qualquer um (em público ou não, sejamos sinceros), é vagabunda. O cara que transa com qualquer uma é… um cara. Você tem idéia do quanto é ofensivo e degradante para uma mulher ler coisas como “o caminho mais fácil para qualquer mulher, é abrindo as pernas“, “Não precisa de muita força para abrir as pernas” e “se não há sentimentos, então só está abrindo as pernas“?
Eu sei que existem muitas mulheres que usam o sexo para conseguir coisas - dinheiro, afeto, segurança, emprego, e por aí vai. E mesmo nesses casos, reduzir o assunto a “abrir as pernas” é uma visão bitolada. Sexo, para a mulher, significa receber alguém DENTRO de seu corpo. A menos que você seja homossexual, não tem como saber como é essa experiência; e eu estou só supondo, pois não tenho como saber se os homossexuais tem uma experiência parecida com a da mulher. Se a mulher não tem sentimentos e/ou tesão pelo cara, a relação sexual é quase um estupro - tanto físico como emocional. Eu tenho pena das mulheres que fazem isso consigo mesmas. Agora, porque ninguém fala dos homens que usam o sexo para conseguir coisas? Existem prostitutos, homens que casam ou se juntam para ter empregada grátis, mãe pra seus filhos, etc. Porque ninguém fala do namorado da Daniela Cicarelli? Porque VOCÊ não disse que ele é um vadio? Ah, eu tinha esquecido:
Vadia - prostituta
Vadio - homem que não tem o que fazer
Não sei se consegui explicar claramente meu ponto de vista, mas vou terminando por aqui. Ver o sexo feminino ser encarado assim me causa algo de revolta, sim. Acho que é um ponto de vista machista e degradante. De resto, como eu já disse, você parece ser uma pessoa inteligente e educada. A conversa está aberta.
Ah, e não é que eu queira tirar seu mérito, mas os pageviews aumentaram - e muito - por causa das palavras mágicas: Daniela Cicarelli. O pessoal cai aqui procurando pelo vídeo, e vai embora enseguida; não acho que eu vá ter muitos visitantes de retorno. Os comentários são escassos, o que é uma pena, pois eu, como qualquer blogueiro, adoro recebê-los e respondê-los. Agora, que alguém crie um blog para lhe responder é uma honra - me sinto lisonjeada!
Tchau, e até a próxima.
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Nospheratt é mulher por nascimento e vocação, irônica por diversão e hobby, brasileira inveterada, filósofa nas horas mais impróprias, blogueira de profissão, escritora e poeta pela pura necessidade de expressar seus oceanos interiores.
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