O Mito da Mulher Moderna 2 - Descobrindo a Mulher Dentro de Você

Por Debora Rocco • Jan 24th, 2008 • Seção: Caldeirão da Bruxa, Colunas

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Photo Credit: James McGee

Neste momento a mulher precisa saber o que a realiza realmente.

“Sinto-me realizada sendo somente dona de casa, por que sofrer?”
“A sociedade cobra-me para que eu seja uma Artemis?”
“Mas se sou uma Artemis, o que é que está me faltando? Preciso desenvolver a minha vida afetiva?”

Primeiramente a mulher moderna deve descobrir quem é, ou seja, o que ela gosta realmente e o que quer de ser. Depois, descobrir o que falta em seu comportamento para ser feliz, pode ser que a executiva ou a mulher guerreira descubra que tenha que desenvolver a capacidade de amar, de tocar, de abraçar, de beijar…

A capacidade de amar e relacionar-se transcende a história, e leva a mulher a buscar o auto-conhecimento; isto traz a tona um outro ponto: o lado masculino que existe dentro de cada da mulher.

Este lado masculino é inconsciente, e tende a manifestar-se de uma forma primitiva, trazendo depressão, fazendo com que ela se auto-desvalorize, gerando o seguinte pensamento na dona de casa: “Sou uma inútil.”

E na mulher Artemis: “Você é uma idiota afetivamente, realizou-se pessoalmente, mas não é capaz de conquistar um homem, ou de estar bem com ele.”

Para recuperar o amor, é necessário olhar para dentro de si mesma, e identificar este lado auto-destrutivo. As mulheres entre 30 e 40 anos sentem o peso da lei da gravidade caindo sobre o seu corpo; para melhorar a auto-estima a primeira associação que vem, é a de fazer lipoaspiração, cirurgia plástica, fazer ginástica, colocar silicone.

Em algumas sociedades antigas era preciso enquadrar-se dentro de um padrão de beleza específico, determinado pela sociedade da época; hoje quem determina estes padrões é a mídia, impondo seus conceitos do corpo perfeito.

Na Renascença, a mulher cheinha, com quadris grandes e barriguinha, era a imagem perfeita da mulher ideal, pois o que valorizava-se na mulher era a capacidade de gestar crianças sadias, e um corpo robusto era o mais adequado para esse objetivo; hoje ao contrário o modelo estabelecido e exigido é que a mulher tem que ser magérrima.

Isto não significa que a mulher não deva se sentir bem com ela mesma. Fazer ginástica para sentir-se bem e ter pique e energia é maravilhoso, mas fazer ginástica por que o modelo atual de beleza exige um peso específico… seria tornar-se escrava novamente, ainda que de outra forma disfarçada de domínio.

Então, depois de tudo isto, podemos ver que é necessário valorizar nosso corpo, nosso coração, nossa mente e nossas necessidades espirituais, respeitando-nos como seres humanos, e a partir dai decidir o que vamos fazer com nossa Vida.

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Um Comentário »

  1. oi débora
    cheguei até o site de vcs por indicação de uma grande amiga portuguesa.
    gostei bastante do material todo, e virei mais vezes…
    tive vontade de comentar sobre a mulher moderna, porque no meu blog tbm estou às voltas com todo tipo de reflexão a respeito, mas de um ponto de vista ligeiramente diferente… de fato, como sua citação de jung, no mesmo século vivem pessoas de vários séculos. gostei do seu trabalho em tentar transcender ártemis e a independência que parecem soluções para a mulher, mas se abraçadas unilateralmente, apenas se configuram como uma nova forma de prisão. um abraço.

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