
Não, não acho nada terapêutico ver fotos em que apareço – estou entre as pessoas menos fotogênicas que conheço. O que é mesmo uma forma de terapia é o ato de fotografar.Adoro pegar minha câmera digital num sábado à tarde e sair a passeio. Ando pra caramba, tiro dezenas de fotos, fico cansadíssima… e feliz. É uma pausa bem-vinda na rotina. O desafio de buscar o novo na paisagem cotidiana é motivador e divertido.
Quer aprender fotografia? Cursos ajudam bastante. Se você não tem grana para pagar ou se não há nenhum na sua cidade, não desista! Câmera em punho, siga essas dicas:
1. O melhor aprendizado é a tentativa-e-erro. Fotografe com freqüência e, principalmente, analise suas fotos. Mesmo que você não conheça as técnicas básicas, perceberá que algumas imagens ficam mais agradáveis que outras. Veja o que elas têm em comum e procure reproduzir os acertos na próxima saída fotográfica.
2. Leia revistas especializadas. Fotógrafos mais rodados não costumam gostar delas por serem muito bê-a-bá, que é exatamente o que você precisa no início. Tente a Fotografe Melhor, a Fotografe Melhor Digital e a Photografos (minha preferida).
3. Veja fotos de outras pessoas. Visite as exposições na sua cidade (costumam ser gratuitas). Na internet, o Flickr é um ótimo começo. O Olhares, menos conhecido dos brasileiros, traz fotos de alta qualidade. Revistas também ajudam aqui. A melhor delas não é de fotografia: a National Geographic é famosa pela qualidade das imagens.
4. Troque idéias com quem sabe mais. Nem sempre a gente conhece fotógrafos, mas a internet está aí pra isso. Aprendi muito na Megapixels, uma lista de discussão que já foi ativa a ponto de lotar o primeiro endereço. Atualmente, é bem mais quieta, mas os arquivos de mensagens guardam excelentes dicas (você precisa se associar para ter acesso a eles). Uma rápida pesquisa no Yahoo! Grupos indica milhares de listas sobre fotografia.
5. O Google é seu amigo. Pesquise, pesquise, pesquise. Alguém mencionou a regra dos terços e você fez cara de ponto de interrogação? Google ajuda. Não faz idéia do que quer dizer macro? Google responde. Quer algumas dicas? Google tem.
Por fim, lembre-se: um bom equipamento é importante, mas o fundamental é o olhar. No único curso de fotografia que fiz, o professor provou isso ao fazer lindos registros com uma câmera analógica descartável bem parecida com aquela “Love” dos anos 80.
Imagem: Marcos Escalier.
© Deusario.com. Todos os direitos Reservados.
A cópia e reprodução não-autorizada deste texto está expressamente proibida.
Plágio é CRIME!
Lu Monte adorava atari, papel de carta e livros. Hoje adora internet, seriados e livros (porque certas coisas não mudam). Escreve por vocação, tem mania de listas e guarda os cds em ordem alfabética.
| Mais Lu Monte | Todos os textos escritos por Lu Monte
Menina, morro de vontade de ter uma Love “vintage”! Elas eram tudo de bom, né?
Concordo totalmente com o que você disse. Estou longe de me achar sabedora de grandes coisas, mas o pouquinho que eu sei aprendi vendo fotos no flickr e pesquisando na wikipedia.
Parabéns pelas dicas!
Bjs!
Eu acho que o melhor jeito de aprender é realmente a tentativa e erro… a minha dica é colocar uma câmera no tripé em diversos lugares da casa (diferentes iluminações) e experimentar tudo! troca iso, troca abertura, troca exposição, tira/coloca flash, coloca um papel branco na frente do flash, etc… tudo sempre com a câmera no mesmo lugar…
Depois coloca zoom, tira zoom, coloca no foco manual, tira, etc etc etc.
Boas dicas! Eu escrevo artigos sobre o assunto e gostaria de oferecer mais algumas ideias pra complementar sua lista:
- Saia para fotografar por aí com um um grupo de amigos. É muito divertido, mais seguro do que andar só e aprende-se muito comparando seu olhar com o dos colegas. O Flickr é um ótimo lugar para descobrir um desses grupos e juntar-se a ele, ou formar um novo convidando pessoas legais. Também existem os fotoclubes para os passeios mais ambiciosos.
- Vença o preconceito das reflex. Falam que é enorme, que é difícil de usar, que é um monte de coisas, mas sejamos honestos: sua compacta de bolso só consegue fazer dois tipos de fotos verdadeiramente bem, a diurna externa e macros de flores. Para todo o resto existe a reflex. Ela faz todas as fotos que você baba de ver nos portfólios dos profissionais. O segredo é a combinação de um sensor maior e mais poderoso com uma grande variedade de objetivas. Vale a pena aprender. E não tem que mexer em todos os controles de cara: elas também têm um modo automático para começar suave.
- Se já fotografa muito com digital, tire férias dela e pegue uma câmera de filme antiga para variar. É um ótimo meio de retreinar o olho cansado e recuperar o respeito pelo ato de clicar, banalizado pela maneira fácil com que usamos as digitais. Além disso, raramente uma digital moderna consegue ter uma simbiose com o usuário tão perfeita quanto a de uma reflex de filme com foco manual dos anos 70.
- Acostume- se a visualizar mentalmente o que a câmera enxerga. A visão que uma lente tem do mundo é muito menos rica em sensações que a nossa, então é preciso observar muito bem a diferença entre a realidade e as fotos tiradas para aprender como funciona a visão da câmera e depois não ter a impressão de que perdeu-se a alma da cena na foto. O passo seguinte é ser criativo nos enquadramentos, foco etc. criando os efeitos de propósito e não por acidente.
- Se for comprar uma digital nova para brincar, saiba que compactas com sensor acima de 8 megapixels não são intrinsecamente melhores. Economize pegando o segundo melhor modelo da loja, não o lançamento com ainda mais pixels inúteis.
- Se tiver uma compacta bem pequena, ande com ela o tempo todo na bolsa, de prontidão para flagrar coisas interessantes na rua ou qualquer outro lugar.
- Organize as fotos no computador em pastas nomeadas por data.
Obrigada pelo complemento, Mario. Já vou checar as dicas do seu blog.
Creio que as câmeras reflex não alcançam mais gente pelo elevado custo. É um investimento alto para o fotógrafo eventual, mesmo que sejam usadas, se comparadas ao preço de uma compacta. Já fotografei com reflex analógica e, realmente, é uma delícia.
Na organização das fotos, tenho um sistema misto, ordenado por datas e contexto.
O custo das reflex digitais tem caído assombrosamente. Talvez se surpreenda ao comparar uma dessas compactas maiores tipo “bridge”, que até tentam parecer máquina de gente grande, ou uma ultracompacta de bolso do tipo que tenta caber na carteira, com uma Nikon D40 com óptica ridiculamente melhor, sensor maior e todos os modos automáticos que o cidadão desejar. A Nikon chega a ser mais barata, dependendo do fornecedor. Acho mesmo que odo mundo deve experimentar uma reflex
Quanto à organização, é isso mesmo: pastas contextuais dentro das datas. Complementando o que a câmera já faz ao criar as pastas nomeadas por data automaticamente.
Mandou super bem na dica, estou iniciando agora comprei um digital Sony H50 e to seguindo esses e outros passos, comprei o livro ESCOLA DA FOTOGRAFIA, e agora é só dar uns cliques e vê o que sai… forte abrçao a todos
Estou de pleno acôrdo com as dicas acima e acrescentaria a “curiosidade”!
Com ela, garanto que se ganha muito em têrmos de aprendizado.
O autodidatismo muitas vezes supera o conhecimento acadêmico nos quesitos sensibilidade, emoção e sensações.
Sucesso aos que quiserem arrojar!