Escrever sobre arquétipos femininos me levou a um balanço de vida. Foram caminhos tortuosos de exploração – em que as guias sempre foram mulheres. Confesso: durante toda a minha infância ouvi que mulheres não valiam a pena. Coisa da minha avó paterna, um verdadeiro estropício – que produziu lindas peças de cerâmica, é verdade. Pra completar, minha altura desde sempre muito acima da média nunca colaborou muito para que eu “encaixasse”.
Importa por que a gente escreve ou o que nossos escritos produzem nos leitores? Uma reflexão pontuada por atchins e um tantinho de febre sobre o que nós fazemos todos os dias, muitas vezes sem maiores preocupações.
Hoje a minha mãe me arrastou para uma festinha de criança (aniversário de 3 anos de um primo). Há muito não coloco os pés num bufê infantil – destes que pipocam por Sampa, com seus arcos feitos de bexigas coloridas, cores fortes, chão branquinho, cantinho para adultos e brinquedos para os pequenos. Este, especificamente, fica num bairro “bom” em S. Paulo, que eu chamo de “Moema feliz”.
To Write Love on Her Arms é um movimento sem fins lucrativos dedicado a levar esperança e ajuda às pessoas que lutam com a depressão, o vício, automutilação e suicídio. TWLOHA existe para encorajar, informar e inspirar, além de investir diretamente no tratamento e na recuperação destas pessoas.
Em um dia de janeiro deste ano de 2009, ao sair do banho e começar a deliciosa rotina de cremes, eu vi outra Lucia no espelho. Uma Lucia velha mesmo, com rugas, muitos outros anos que ainda não vivi… Fiquei emocionada, pois sei que vi a semente da mulher velha que um dia serei. Eu não me assustei, tenho certeza,…