Bufê Infantil é Bacana?

Bufê Infantil é Bacana?

Hoje a minha mãe me arrastou para uma festinha de criança (aniversário de 3 anos de um primo). Há muito não coloco os pés num bufê infantil – destes que pipocam por Sampa, com seus arcos feitos de bexigas coloridas, cores fortes, chão branquinho, cantinho para adultos e brinquedos para os pequenos. Este, especificamente, fica num bairro “bom” em S. Paulo, que eu chamo de “Moema feliz”.

Na rua com nome de passarinho, o Dinossauro de fibra de vidro recepciona os pais e as crianças entre balões coloridos. Do lado de dentro o ar condicionado torna o ambiente “climatizado” e a música alta demais imbeciliza as crianças. O horário é horrível para crianças pequenas: 18h30… Quando chegamos às 19h30, as crianças estavam além da excitação – graças, eram poucas – enquanto mães, avós e pais curtiam a conversa. As babás, todas no trabalho, em pleno domingo, se encarregavam da tarefa de cuidar dos pequenos nos brinquedos.

Cena 1: um pai felizão com sua filhota (lá pelos 5 meses) aconchegada na dobra do braço esquerdo, pra cima e pra baixo. Ele: enorme, gordo, feliz. A determinada altura, ainda com a bebê no colo, precisou da ajuda de outros dois para fechar um carrinho daqueles mais simplezinhos, tipo guarda-chuva. Cena única. Homens reunidos cuidando de filhos… sensacional.

Cena 2: o monitor convoca a criançada para a sessão de tatuagem. Tatuagens pequeninas são colocadas na mesinha, as crianças se espremem para escolher. Outro tio, tesoura em punho, trata de separar as figurinhas. Tinha de tudo: dragão, cobra, maçã mordida. Uma mãe quase surta ao ver a sua pequena com uma naja prontinha para ser tatuada. Enquanto isso, o aniversariante, menino, escolhe uma maçã mordida e sorridente. A mãe, que está lá pelo quinto ou sexto mês de gravidez nem deu bola.

Ai meus ouvidos! Desde a Campus Party os protetores auriculares que ganhei na viagem ao exterior (na virada de 95/96…) continuam na nécessaire. Usei. Foi ótimo. Céus! Por que é preciso colocar músicas chatas e tão altas?

Frase ao léu: “Eu quero que ela escolha o que ela quiser, desde que seja exatamente o que eu quero.” Uma mãe loira e botocada, acompanhada da avó também loira (tom mais escurinho) e identicamente plastificada.

Os comentários são de vocês. Quero saber se só sou uma nerd chata, que acha tudo o que é “normal” absolutamente idiota ou se a vida é assim mesmo e eu estou viajando.

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Plágio é CRIME!

Lucia Freitas

Lucia Freitas Mulher, blogueira e jornalista. Escreve muito. Seus assuntos preferidos? Quase tudo. Adora uma boa discussão, conversar com amigos, novidades, gadgets.
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14 Comentários em “Bufê Infantil é Bacana?”

  1. Emilio says:

    A vida é assim, a normalidade sempre foi idiota. E eu acho que não vai mudar.

  2. Maysa says:

    Se a vida é assim, estamos ambas viajando.

    Já fui enormemente criticada por não fazer festas em buffets, mas acredito que crianças pequenas merecem respeito, um bolinho com suco na escola e metade do horário de folga no parquinho. Eu me irrito com festas infantis barulhentas que ninguém se diverte exceto a dona do buffet. #prontofalei.

    Bjo bjo

  3. Lu Monte says:

    Estava conversando dia desses justamente sobre isso. “No meu tempo”, festinha infantil era no salão de festas do prédio ou na sala de aula. Tinha pipoca, guaraná champanhe (ainda podia) antártica, bala de coco, brigadeiro e bolo. Esse, aliás, era o centro das atenções. Nada de parafernália tecnológica, nada de buffet, nada de música da moda (rolava música ao fundo, sim, infantil).

    Isso a partir dos 3 ou 4 anos. Antes, era um bolinho na cozinha de casa só pra família.

    A gente se divertia, era feliz e os pais não gastavam rios de dinheiro.

    Mas a Cena 1 foi bonita, mesmo. :)

    Curiosidade: por que 18:30 é horário ruim pra crianças pequenas?

  4. Srta. Bia says:

    Posso responder a Lu Monte?…rs.
    18:30h é ruim, porque geralmente criança pequena dorme cedo. Festa de criança deveria começar pelas 15h e terminar umas 19h no máximo, até porque todo mundo vai embora depois do bolo.

    Mas acho que festa de criança deveria ser uma coisa mais tranquila, os familiares, amigos mais chegados. De preferência num lugar ao ar livre para as crianças brincarem. Sem tantos presentes e a competição imposta de hoje em dia. Pelo menos meus aniversários sempre foram bem íntimos…rs.

  5. Maysa says:

    Isso mesmo, Srta. Bia. Nesse horário elas começam a ficar cansadas do dia, algumas choram e todo mundo sabe que criança pequena tem TOC; geralmente nessa hora começam as rotinas da noite, de janta, banho, cafuné.

  6. Nanny Costa says:

    Tb tenho certas restrições em relação a festas infantis. Nunca gostei de bufês pois acho que tornam os eventos muito mais afirmação de status do que comemorações. Ao ver (ou ler) esse tipo de situação, penso: se um dia eu for uma mãe assim, me mato.

  7. Jaque says:

    Se vc for, estou no mesmo barco.
    Organizei uma festa de aniversário para o meu sobrinho de 3 anos e foi um inferno: gritos, desespero, choro, balão estourando, gente nonsense…tinha de TUDO.
    Padecer no paraíso eu ainda não sei o que é, mas no inferno….deu pra ter uma ideia do que seja…

  8. Agora imagine. Trabalho fotografando eventos pequenos. Entre eventos pequenos estão essas festas, realizadas nesses bufês. Eu que já fui em dezenas de festas como essas te digo: são todas iguais, as crianças até de divertem até certo ponto (nada inesquecível), todos os adultos ficam entediados….

    Pelo que percebi os pais só fazem esse tipo de festa para mostrar para os amigos quanto dinheiro eles têm, já que festa em bufê não é nada barata (fora a decoração e, se for um bufê da moda, todos os adendos). Já vi pais gastando cerca em 10 mil reais em festas assim. Fica óbvio que isso não é para divertir as crianças (crianças se divertem com a própria criatividade, não precisam de todo esse investimento. Ainda mais quando é festa de 1 ano de idade).

    Bom, é o que eu acho. =] Mas não conta pra ninguém, pois é meu ganha pão, tá? rs… (hipócrita mode ON).

  9. Amei a cena 1! E tomara que a mãe da mocinha da cena 2 se torne mais tolerante… não posso falar nada de festa de criança porque a última que eu fui já faz uns 10 anos, e nem lembro o que aconteceu lá…

  10. Oi, povo da cidade grande…

    Mais um motivo prá dizer: Adoro morar em Santa Maria!
    Aqui os buffets não podem colocar música, porque teriam que pagar os direitos autorais dos músicos, e aí complica (alguns pais colocam ao próprio risco, mas não lembro de ter achado alto nas últimas vezes); as festas em geral começam às 16horas e terminam às 20h (claro que só sobram os parentes essa hora).
    Acaba sendo divertido para as crianças porque sempre tem pula-pula (coisa que ninguém tem em casa), e eles brincam todos juntos. Os adultos colocam a conversa em dia.
    Claro que às vezes tem choradeira, mas nada que não se leve com bom humor.
    Ah, claro! Por mais que o lugar seja “do outro lado da cidade”, não leva mais de 15 minutos….
    Adoro minha cidade pequena do interior!

    Até mais

  11. Nospheratt says:

    “No meu tempo”, como bem disse Lu Monte, festa de criança era em casa e/ou no colégio. Com os mesmos doces que a Lu mencionou.

    Festa em buffet é questão de status, mesmo. Acho mais ridículo ainda quando é de poucos anos, e a criança nem sabe o que está acontecendo – fica ainda mais evidente que é para os adultos mostrarem a grana que tem.

    Pior é que essa cultura acaba se extendendo aos pequenos, e muitas crianças querem festa em buffet porque todos os amigos fazem, né?

  12. Silvia says:

    Lu, vou te falar por experiência própria: os bufês acabaram sendo criados por uma necessidade dessa vida corrida. Os pais não têm mais tempo para organizar festinhas. E também não têm mais espaço!

    Eu até curto levar as meninas a festas em bufês (eu acho esquisito falar assim, tenho que me acostumar, mas no Rio é casa de festas) porque *elas* gostam. Pedem há anos pra fazer festa em bufê. Sempre fiz em casa porque tinha espaço e porque a festa pode ficar com a nossa cara, começar e terminar a hora que a gente quer e pronto. Em bufê, nada, absolutamente nada, tem a nossa cara.

    Mas parece que este ano vou ter que me render. Agora moro numa casa com área externa menor, não dá pra transformar em salão de festas. Volta e meia me vejo sonhando em abrir um bufê totalmente diferente desses que a gente vê por aí, com cara de casa de vó e brinquedos de pracinha, sabe? Acho horrível aquela parafernália eletrônica toda, cheia de luzinhas e “bip-bips”.

    Mas eu conheço poucas pessoas que fazem festa em bufê pra mostrar que podem. No meu círculo de amigos, as pessoas fazem festas assim porque não têm espaço nem tempo. Em bufê, você paga, chega, tá tudo pronto, recebe os convidados, as crianças brincam, aí acaba e você vai embora, deixando a bagunça pra trás. Tem lá suas vantagens. Mas podia ter outras. ;-)

  13. Sabrina Mix says:

    Ah, Lucia!

    Eu simplesmente A-DO-RO festas infantis. Não pelas músicas, muito menos pelas crianças, mas sim pelas comidinhas. hehehe…

    Beijos e sucesso!!!

  14. andrea cristina says:

    Eu consigo entender as necessidades das crianças por ter duas na fase de festas em buffets…
    nao sou rica portanto nao penso em demonstrar posses e sim na praticidade, como a colega acima disse! quem tem filho sabe, e no final sai até mais barato com pacote completo.
    Essas dos pais largarem os filhos, ou de ficar com bebes circulando, cada pai educa o filha da maneira que acha melhor, eu nao levaria um bebe e se levasse, o protegeria de barulhos e talves iria mais cedo embora.
    As crianças adoram, é o mundo deles, chamam amigos para um ambiente diferente com tudo que eles gostam, ambiente ludico!
    Pensem nisso, e quando tiverem filhos irão mudar de opiniao.
    beijos
    Adoooooro.

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