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	<title>Deusario &#187; Pequenos Pecados, Grandes Prazeres</title>
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	<description>Onde As Deusas Se Encontram</description>
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		<title>Uma Estranha No Espelho</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 12:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pequenos Pecados, Grandes Prazeres]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Há dois tipos de "eu sempre quis". Eu sempre quis conhecer Paris. Esse é um querer enorme, que depende de milhões de coisas para se realizar.

Eu sempre quis ter uma hora por semana para cuidar de mim. Para ler, fazer as unhas, o que der na telha. Para escrever, imaginar, pintar. Para mim, só para mim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dois tipos de &#8220;eu sempre quis&#8221;.</p>
<p><em>Eu sempre quis conhecer Paris.</em> Esse é um querer enorme, que depende de milhões de coisas para se realizar.</p>
<p><em>Eu sempre quis ter uma hora por semana para cuidar de mim.</em> Para ler, fazer as unhas, o que der na telha. Para escrever, imaginar, pintar. Para mim, só para mim.</p>
<p>Esse é um querer simples e legítimo, que na verdade só depende de que eu me decida a torná-lo realidade. Desculpas e explicações de porque não posso ou não consigo ou não devo fazê-lo, me sobram. Mas na verdade só depende de mim.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" title="Uma Estranha No Espelho" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/querer.jpg" border="0" alt="Uma Estranha No Espelho" width="580" height="385" /></p>
<p>E eu não consigo compreender, realmente, porque temos tantos &#8220;quereres&#8221; que deveriam estar na lista dos realizados, não estão.</p>
<p>E porque aquelas pequenas, minúsculas coisas que são só para nós, são sempre relegadas ao final da lista de prioridades, até que caem pela borda? Até que esquecemos que um dia quisemos ler, fazer as unhas, sonhar de olhos abertos, preguiçar só um pouquinho?</p>
<p>Até que um dia, uma estranha no espelho pergunta &#8220;<em>Quem é você? Onde você estava enquanto eu desaparecia afogada em lágrimas que não foram choradas?</em>&#8221;</p>
<p><em>Onde estava você, quando eu precisava sonhar, cantar, dançar, por um minuto que fosse?</em></p>
<p><em>Onde estava você quando tudo que eu pedia era um átimo de poesia?</em></p>
<p><em>Onde estava você quando eu tinha sede do rio, do verde e da terra?</em></p>
<p><em>Onde estava você, enquanto eu morria?</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Image:</em> <a title="A Kinich Ahau..." rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/vincentbautes/2654444184/" target="_blank"><em>A Kinich Ahau&#8230; &#8211; CC</em></a></p>

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		<title>O Pecado da Luxúria</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 21:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Pecados, Grandes Prazeres]]></category>

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		<description><![CDATA[Luxúria. Um nome, incontáveis pecados...

Mãos que deslizam, pele suada, abraço arretado, beijos eternos. Saliva, línguas, pernas entrelaçadas, costas nuas, pescoço marcado, mordidas de leve, toques ariscos, pés que se encontram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://deusario.com/wp-content/themes/mimbo2.1/images/lilith.jpg" alt="Lilith - O Pecado da Luxúria" border="0" height="676" width="400" /></p>
<p>Luxúria. Um nome, incontáveis pecados&#8230;</p>
<p>Mãos que deslizam, pele suada, abraço arretado, beijos eternos. Saliva, línguas, pernas entrelaçadas, costas nuas, pescoço marcado, mordidas de leve, toques ariscos, pés que se encontram.</p>
<p>De quatro, de costas, de lado, como Deus manda e como o Diabo gosta. Animal, sensual, tântrico, virtual. No olhar, e ás vezes no telefone. Mas sobretudo, na imaginação.</p>
<p>Desejo, tesão, orgasmo, êxtase, glória. Abraço tranquilo, exaustão, carinho.</p>
<p>E no entanto, a luxúria não se restringe ao sexo. Ela vive nos lençóis de seda, no colchão profundo, no suéter macio.</p>
<p>Escorre no chuveiro, acariciando a pele nua com volúpia; acarinhando os cabelos cheios de espuma, percorrendo caminhos indecentes com o sabonete.</p>
<p>A luxúria adora se enredar nos cabelos: soltos ao vento, desgrenhados na cama, molhados da chuva. Ah, banho de chuva&#8230; transgressão de criança que alimenta a luxúria da alma.</p>
<p>A luxúria toma café da manhã na cama, com croissants recheados, pão quente recém saído do forno, café recém passado e ovos fritos. E suco de laranja, de maracujá, de manga&#8230; luxuriosas frutas da paixão.</p>
<p>E janta comida bem feita e abundante, regada à vinho, cerveja ou champanhe&#8230; E se deleita na sobremesa: chocolate, morangos com chantilly, cremes doces dignos dos deuses no Olimpo.</p>
<p>E come sorvete à qualquer hora, em qualquer dia do ano: com calda, com merengue, com pedaços de chocolate e frutas&#8230; Com uísque. Se você nunca provou sorvete regado com um bom uísque, por favor, não esqueça de apresentar essa delícia ao seu departamento de luxúria culinária.</p>
<p>A luxúria dança tango, flamenco e gafieira; lhe serve qualquer estilo que se dance bem de perto, coxas entrelaçadas, olho no olho. Sinuosamente.</p>
<p>Ela canta a plenos pulmões, qualquer canção que lhe cause prazer. Mexendo as cadeiras, erguendo os braços, varrendo o chão. A luxúria é puro prazer e só sabe de si mesma.</p>
<p>A luxúria se espreguiça no silêncio, nas bençãos de um momento em paz, na quietude depois da festa. E brinca como criança, rindo a não mais poder, sentada no chão e com as mãos suja de terra. Ela estende os olhos pelas paisagens belas, ouvindo o barulho do vento nas folhas, e dorme embalada pelo barulho das ondas.</p>
<p>Luxúria é o pecado de ser livre, de apreciar cada momento com toda a força da alma, de desfrutar a vida em plenitude, de saber que cada segundo é único. De não ter vergonha de ser feliz, nem de ser de verdade.</p>
<p>A luxúria é o pecado de viver o hoje, o agora, sem desperdiçar tempo. A luxúria é o pecado mais autêntico de todos.</p>

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		<title>A Duração do Tempo &#8211; Quando Você É Criança &#8211; Férias, Picolés, Micuins e Rosetas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 18:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Pequenos Pecados, Grandes Prazeres]]></category>

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		<description><![CDATA[Gente, eu acordei hoje e era segunda-feira. Alguém mais perdeu a semana passada também? Pra piorar, acordei hoje e o calendário diz que é dia 1 de Outubro!? Alguém mais tá com uns meses anteriores faltando? Realmente, o tempo é uma coisa relativa. E não é só aquela coisa de que &#8220;a duração de um minuto depende de que lado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://i207.photobucket.com/albums/bb79/nospheratt/Deusario/tempo.jpg" style="display: inline; width: 450px; height: 357px" alt="A Duração do Tempo - Quando Você É Criança - Férias, Picolés, Micuins e Rosetas" height="357" width="450" /></p>
<p>Gente, eu acordei hoje e era segunda-feira. Alguém mais perdeu a semana passada também?</p>
<p>Pra piorar, acordei hoje e o calendário diz que é dia 1 de Outubro!? Alguém mais tá com uns meses anteriores faltando?</p>
<p>Realmente, o tempo é uma coisa relativa. E não é só aquela coisa de que &#8220;a duração de um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está&#8221;. A duração de um minuto, uma semana, um ano, depende de que idade você tem.</p>
<p>Quando somos crianças, o tempo é uma coisa meio inexistente. O ano se divide em duas partes: ano letivo, e férias. E as duas partes são longas, quase infindáveis. O tempo anda num passo agradável, compassado, &#8220;velocidade de cruzeiro&#8221;.</p>
<p>Quando você vai ao colégio, as aulas é que marcam o tempo; tudo é harmonioso. A aula e o recreio se sucedem, no tempo certo. Chega sexta-feira, e você é feliz porque &#8220;amanhã não tem aula&#8221;. Ou de repente tem; eu cheguei a ter aula aos sábados, mas as aulas de sábado eram uma coisa legal, eram diferentes das aulas dos outros dias. Porque? Porque era sábado, oras!</p>
<p>Quando você vai ao colégio, você nunca chega na sexta-feira se perguntando &#8220;o quê diabos aconteceu com a semana?&#8221; e pensando em que não conseguiu fazer tudo o que queria ou devia. O tempo e você mantêm uma relação de cooperação, natural e fluída como um rio.</p>
<p>Nas férias, você é livre. Três meses são uma longa eternidade de puro prazer. Você tem TRÊS MESES para vagabundear, dormir até mais tarde, brincar, assistir televisão até que seu cérebro saia pelas orelhas. E nessa época, três meses equivalem à mais ou menos um ano de adulto.</p>
<p>Algumas da minhas lembranças mais felizes são desses verões eternos. Estar sentada na porta de casa de short e blusinha, esperando ouvir a corneta do vendedor de picolés. O homem vem, empurrando o carrinho, aí você sai correndo, aquela delícia de escolher o sabor &#8211; que dilema cruel &#8211; e depois sentar na varanda de novo, tentando não se lambuzar muito, e devorar o picolé antes que ele derreta. Quando você é criança, a felicidade é tão simples quanto um picolé que custa uns centavos.</p>
<p>Ou então, passar a tarde na piscina (de plástico mesmo). Minha mãe costumava nos trazer gelatina com merengue para comer na piscina mesmo, e era uma festa. Sinto saudade disso até hoje. E não adianta fazer a bendita gelatina com merengue; não é a mesma coisa. Nada é a mesma coisa.</p>
<p><img src="http://i207.photobucket.com/albums/bb79/nospheratt/Deusario/lembranas_da_infancia.jpg" style="margin-top: 5px; display: inline; float: left; margin-bottom: 5px; width: 200px; margin-right: 5px; height: 279px" alt="A Duração do Tempo - Quando Você É Criança - Férias, Picolés, Micuins e Rosetas" height="279" width="200" />E brincar de guerrilha, então? Ás vezes o capim (não era grama, era capim mesmo o que havia no pátio de casa) crescia bastante; então podíamos &#8220;brincar de guerrilha&#8221;. A brincadeira consistia simplesmente em se arrastar, de barriga no chão, no meio do capim (quando estava alto o suficiente para nos ocultar), evitando que o outro nos visse. Essa bobagem era uma das coisas mais divertidas que fazíamos.</p>
<p>Nos arrastávamos no capim até que a gente não aguentava mais a coceira provocada pelos &#8220;micuins&#8221; (Alguém sabe o que é isso? O nome na realidade é de um tipo de carrapato, mas quando eu era criança usávamos esse nome para uma outra coisa misteriosa que existe no capim e causa coceira). Aí a coisa ficava feia, porque todo mundo queria entrar no banho primeiro; quem ficava em segundo ou por último já começava a choramingar, prevendo o sofrimento até poder entrar na água.</p>
<p>Que eu lembre, duas das piores coisas da infância eram essas: a coceira dos micuins, e as rosetas. Detesto com toda minha alma, até hoje, cravar rosetas nos pés.</p>
<p>E como o tempo hoje não é o mesmo de quando eu era criança, este post continua no próximo episódio, neste mesmo bat-canal, neste mesmo bat-horário. <img src='http://deusario.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Pecado</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jul 2006 17:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
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		<description><![CDATA[Pecado é uma coisa às vezes tão doce e ao mesmo tempo tão amarga...
Cada sociedade tem seu próprio código, que impõe o que é pecado, o que deve ser expiado, o que é digno de penitência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pecado é uma coisa às vezes tão doce e ao mesmo tempo tão amarga&#8230;</p>
<p><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/pecado.jpg" title="Pecado - Maçã" style="display: inline; float: left; margin-bottom: 10px; width: 250px; margin-right: 10px; height: 188px" alt="Pecado - Maçã" border="0" height="188" width="250" />Doce quando tem a ver com o prazer, e até mesmo com a vingança; amargo é o gosto da culpa, do arrependimento, do dano que causamos sem querer.</p>
<p>Feliz é aquele que aprendeu a escolher seus pecados, e se delicia con o sabor daquilo que é proibido mas não faz mal nenhum&#8230;</p>
<p>Cada sociedade tem seu próprio código, que impõe o que é pecado, o que deve ser expiado, o que é digno de penitência. Essas regras já não são apenas religiosas, mas também morais, econômicas, sociais e pessoais. E geralmente estão cobertas de hipocrisia: quanta gente prega que o aborto é pecado, mas acha que usar anticoncepcionais também é pecado?</p>
<p>Quero para mim a liberdade primordial de escolher meus próprios pecados, de ser verdadeira comigo mesma. E penso: pecado é aquilo que machuca, que fere, que prejudica, seja a mim mesma ou a qualquer outro ser humano.</p>
<p>Bom mesmo é o pecado-prazer, pecado-transgressão, o pecado de mostrar a verdadeira face daquilo que somos&#8230;</p>
<p>Photo Credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/lexdennphotos/2842896213/" title="Lexdenn" target="_blank" rel="nofollow">Lexdenn</a></p>

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