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	<title>Deusario &#187; Sob Fogo</title>
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	<description>Onde As Deusas Se Encontram</description>
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		<title>Oráculo do Pão: Aprendizado na Cozinha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 11:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Sob Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[auto-conhecimento]]></category>
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		<category><![CDATA[pão]]></category>
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		<description><![CDATA[Um livro, 33 cartas e o fazer do pão. Assim, com farinha e água, se criam milagres na compreensão. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="width: 500px; display: inline; height: 375px;" title="Oráculo do Pão" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/oraculo_pao.jpg" border="0" alt="Oráculo do Pão" width="500" height="375" /></p>
<p>Ano passado ganhei o <a title="Oráculo do Pão" href="http://www.sitiosertaozinho.com.br/site_2009/index.php" target="_blank">Oráculo do Pão</a> de uma querida amiga. Adorei a proposta – fazer o pão com uma das intenções das 33 cartas que acompanham a receita e um material enxuto, mas bacana, sobre este alimento básico e cheio de sentidos. Não animei. Sempre achei que era trabalhoso e complicado. Pois bem. No meio das férias do fim do ano, larguei a preguiça e comprei os ingredientes. Passei a assar meu próprio pão, meditar sobre as mensagens das cartas e comer o resultado com toda a satisfação, lembrando da intenção contida ali. É transformador.</p>
<p>Ter uma <a title="receita de pão" rel="nofollow" href="http://www.google.com/search?q=receita+p%C3%A3o&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;client=firefox-a&amp;rlz=1R1GGGL_pt-BR___BR354" target="_blank">receita de pão não é coisa difícil</a> (o link vai para a busca: mais de sete milhões de resultados, minha gente). Raro é ter as cartas iluminadas que a Magui, inventora do processo, produziu.</p>
<blockquote><p>Para fazer o pão</p>
<p>Para entrar em contato com a alma</p>
<p>Para ouvir o coração</p>
<p>Uma receita e trinta e três virtudes. Um oráculo.</p>
<p>Para se usar com alegria</p>
<p>Com sabedoria</p>
<p>Como mandar o coração</p></blockquote>
<p>Ao longo do caminho feito de água, manteiga, fermento e trigos (integral e normal) descobri os significados tão importantes por trás de algumas palavras. Com a justiça, aprendi a separar bem direitinho o que é meu e o que é do outro. E, esta semana, aprendi confiança e entrega. A entrega, esta palavra tão presente e necessária, para mim sempre foi sinônimo de dar. Pois a dona Magui, do alto de sua sabedoria, me ensinou com toda propriedade que entrega é receber, render-se, abandonar-se ao curso da vida e não tentar controlar o que acontece com a gente.</p>
<p>E fez-se um milagre. De iluminação, de compreensão, de possibilidades. Eu, que sempre morro de preguiça de cozinhar para mim – principalmente quando estou muito cansada do dia – não tenho medo de me enfiar a fazer pão. Eu sei que a cada fornada vou aprender um tiquinho mais. E caso a carta se repita, será a Deusa me dizendo, com todas as letras, a lição que ainda não aprendi.</p>
<p style="text-align: right;">foto: <a title="Sifu Renka em CC" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/sifu_renka/125512118/in/set-72157594410499941" target="_blank">Sifu Renka em CC</a></p>

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		<title>10 Dicas Para Ter Sucesso No Seu Empreendimento-Solo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Sob Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[empreender]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de falar sobre a Vida Sem Carteira Assinada, eu ia deixar o assunto de lado… Mas dei de cara com um post inspirador da Christine Kane (que leio por obra e arte de dona Nospheratt) que bateu com um outro sobre o que é ser empreendedor... Juntei 1 e 1 e resolvi: antes de seguir num outro assunto muito espinhoso – que ainda não se resolveu – vou falar mais um pouquinho de negócios e espero que seja útil a tod@s noss@s leitor@s.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/10dicas.jpg" alt="" width="450" height="398" /></p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/stuckincustoms/3280044703/">Downtown Dallas from the Flower Market, de Stuck in Customs, no Flickr em CC</a></p>
<p>Depois de falar sobre a <a href="http://deusario.com/2009/05/a-vida-sem-carteira-assinada.html">Vida Sem Carteira Assinada</a>, eu ia deixar o assunto de lado… Mas dei de cara com um <a href="http://christinekane.com/blog/the-top-ten-mistakes-solo-preneurs-make-in-business/">post inspirador da Christine Kane</a> (que leio por obra e arte de dona Nospheratt) que bateu com um outro sobre o <a href="http://becocomsaidasebrae.wordpress.com/2009/07/27/o-que-e-empreendedorismo/">que é ser empreendedor</a>&#8230; Juntei 1 e 1 e resolvi: antes de seguir num outro assunto muito espinhoso – que ainda não se resolveu – vou falar mais um pouquinho de negócios e espero que seja útil a tod@s noss@s leitor@s.</p>
<p>Para começar a definição sensacional de uma pessoa idem, a Viviane Vilella, que conheci pessoalmente quando fui palestrar na ESPM:</p>
<blockquote><p>Empreendedorismo é o ato de criar e gerenciar um negócio, assumindo riscos em busca de lucro.</p>
<p>O empreendedor deve reunir algumas das seguintes características:</p>
<ul>
<li>Estar sempre à busca de oportunidades;</li>
<li> Iniciativa</li>
<li>Persistência</li>
<li>Comprometimento</li>
<li>Exigência de qualidade e eficiência</li>
<li>Correr riscos calculados</li>
<li> Saber estabelecer metas</li>
<li>Buscar informações</li>
<li>Planejar e monitorar sistematicamente</li>
<li>Capacidade de persuasão e de formar rede contatos</li>
<li>Independência e autoconfiança</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Claro que não existe um ser humano em nosso planeta azul que reúna tudo isso. No mínimo um parceiro é necessário&#8230; Não é para menos – este post está num blog do SEBRAE e é dirigido a micro e pequenos empresários, gente que tem empregados, organograma e um mínimo de estrutura. Ser um empreendedor-solo, como eu e a Christine, exige mais, muito mais.</p>
<p>Você precisa ser criativo <strong>E</strong> manter seu negócio funcionando. Daí derivam coisas sobre as quais nem cheguei perto no outro post sobre o assunto. A mais séria é transitar do modo &#8220;renda garantida e benefícios&#8221; para o modo &#8220;renda variável&#8221;&#8230; A gente não foi, é e duvido que um dia seremos educados para isso. Manter a criatividade, a alegria e também cuidar de planejamento, finanças, metas, acompanhamento pode dar a sensação de equilibrar pratos demais no ar. Se a gente não cuida, acaba rapidamente esgotado, desiludido e volta rapidinho a pedir a bola de ferro do emprego nos pés.</p>
<p>Daí a razão principal pela qual adorei a listinha feita pela Christine Kane. Junto com o post da Vivi, fez todo o sentido para o meu dia-a-dia e tenho certeza: trará mais negócios e ótimas oportunidades para os meus empreendimentos. Por isso mesmo, quero compartilhar com todos vocês. Prontos para uma tradução livre? Vamos!</p>
<p><strong>1 – Não ter tempo reservado para sua Visão<br />
</strong><br />
É preciso investir tempo para pensar e imaginar o seu negócio. É muito fácil ser reativo em vez de criativo. Um negócio (como nós) é dinâmico e orgânico. Para modelar e criar sua empresa é preciso reservar tempo para imaginar como seus desejos e novos rumos encaixam num planejamento maior.</p>
<p><strong>2 – Investir tempo demais na Visão:<br />
</strong><br />
Algumas pessoas ficam só no primeiro passo: analisar, planejar e imaginar. Morrem de medo de errar ou falhar. Esqueça. Em algum momento é preciso ir a campo e agir. Pior que errar ou falhar, acreditem, é desistir.</p>
<p><strong>3 – Esperar que o socorro venha.<br />
</strong><br />
Juro que esta me lembrou a piada da inundação. Você fica à espera do &#8220;grande negócio&#8221; e deixa a vida passar. Claro, os grandes negócios acontecem o tempo todo (graças!). Entretanto, esperar algo acontecer é caminho certo para a frustração. Ter seu próprio negócio é uma relação permanente – e pode ser sensacional. Mas como todas as relações, pede atenção e ações. Esperar por socorro é sinal que você está com medo do seu próprio potencial e força.</p>
<p><strong>4 – Viver no Campo dos Sonhos.<br />
</strong><br />
Lembram do filme? &#8220;Construa e eles virão&#8221;. De verdade? Não basta construir, embora a frase seja muito verdadeira. Se você construir e colocar no mercado, com uma boa estratégia de marketing, seus negócios irão MUITO melhor: além de vir, os clientes vão pagar. <img src='http://deusario.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>5 – Transformar os problemas em problema.<br />
</strong><br />
Donald Trump tem um conselho que contraria todo o pensamento positivo que corre por aqui: espere problemas. Sim, mesmo que você seja o maior controlador do mundo. Soluços, faltas, atrasos, imprevistos. Eles acontecem o tempo todo – pergunte aos meus clientes que estão com o blog novo atrasado. Problemas aparecem e podem nos paralisar, roubar nosso tempo e emoções. Para sair desta roubada, espere os problemas e foque na sua solução.</p>
<p><strong>6 – Levar os números para o lado pessoal.<br />
</strong><br />
Uma empresa é um jogo numérico. Às vezes, os números são pequenos, às vezes são enormes. E continuam a ser só isso: números. Não é o universo que mandou um recado para você ir trabalhar na loja de roupas. Não desista – e use a regra de ouro dos investidores: guarde 10% da renda ao entrar – e o valor dos impostos logo a seguir.</p>
<p><strong>7 – Esperar &#8220;a vontade aparecer&#8221;<br />
</strong><br />
Os tipos criativos têm um defeito: em geral não se &#8220;vendem&#8221; enquanto não &#8220;aparece a vontade. Vamos combinar que isso significa nunca. Marketing (vendas) é um sistema e não se trata apenas de ser conhecido, mas de não ser esquecido. Fazer seu marketing é fundamental para ser lembrado. E as ferramentas estão logo ali, ao seu alcance. Use!</p>
<p><strong>8 – Ser um empresário reativo<br />
</strong><br />
A cada de vez em quando você descobre que está sem clientes. Entra em pânico. Entra num frenesi marketeiro. Enche a sua agenda. Logo depois, por meses, fica sem tempo para respirar, quem dirá para contratar alguém ou continuar o seu trabalho de marketing.</p>
<p>Com certeza, isso muda. Os projetos terminam, os clientes vão. E você se vê com a agenda livre. E o ciclo recomeça. Isso é bom para quê mesmo?</p>
<p><strong>9 – O Status vem antes do Reconhecimento.<br />
</strong><br />
Muitas vezes, esperamos pelo reconhecimento. Esperamos por status, e-mails ou cartas de convocação ou convites para seminários antes de fazermos o menor movimento em direção a uma boa oportunidade. Novidade: seu valor não depende de quantas cartas (convites, o que seja) você recebe. O sucesso vem quando a gente arrisca e joga grande, não importa o status que o mundo nos dá.</p>
<p><strong>10 – Não investir em si mesmo.<br />
</strong><br />
Todo empreendedor de sucesso investe tempo e dinheiro em si mesmo e em seu negócio. Vai a workshops, seminários presenciais ou à distância, contrata consultores. Muitos de nós fazemos tudo sozinhos. Isso leva a um pensamento restrito, isolamento e esgotamento.</p>
<p>Quando aparecer uma oportunidade, não pergunte &#8220;Quanto custará fazer isso?&#8221;. Tente: &#8220;Quanto me custará NÃO fazer isso?&#8221;.</p>

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		<title>A Vida Sem Carteira Assinada</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 03:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada, estava conversando pelo IM com a Maysa e ela perguntou: como é trabalhar sem ter carteira assinada. Como o tempo é curto para todas nós, em vez de contar só para ela a minha vida de empresária autônoma, prometi um post aqui no Deusario, pois sei que muitas deusas também estão nesta batalha. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 342px"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/empreender.jpg" alt="" width="332" height="500" /><p class="wp-caption-text">Foto: Renato Targa, no Flickr, em CC</p></div>
<p>Semana passada, estava conversando pelo IM com a <a href="http://centoeuma.com.br/">Maysa</a> e ela perguntou: como é trabalhar sem ter carteira assinada. Como o tempo é curto para todas nós, em vez de contar só para ela a minha vida de <a href="http://www.conectiva.inf.br">empresária autônoma</a>, prometi um post aqui no Deusario, pois sei que muitas deusas também estão nesta batalha.</p>
<p>Comecei a minha jornada autônoma em 2004. Em setembro daquele ano literalmente cavei uma demissão de uma assessoria de imprensa – coisa que odeio fazer. Saí de lá com 5 frilas embaixo do braço para revistas bem bacanas e achei que daria conta de viver sobre as minhas próprias pernas às custas da nossa moderníssima imprensa. Confesso: não funcionou como eu desejava.</p>
<p>Um amigo querido, com quem desenvolvi um projeto bem bacana, o <a href="http://www.technopersonal.com.br/">TechnoPersonal</a> (o site não é legal, mas era o que eu podia fazer – e ele pagar – na época), me aconselhou: faça <a href="http://www.guiarh.com.br/PAGINA22D.htm">coaching</a> e defina o que quer. Fui a duas, entrevistei e acabei escolhendo uma que de certa forma não funcionou&#8230; Mas ajudou – e muito – a saber o que quero e não quero e como lidar com questões que não são fáceis quando a gente está &#8220;por conta própria&#8221;: saber cobrar.</p>
<p>[Aqui abro um parênteses.] Enquanto eu buscava um caminho, havia o conhecido pântano das contas a pagar e correr atrás de trabalhos e clientes. <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com">E já blogava</a>. Foi o que me levou aos grupos de discussão, LinkedIn e outras redes. Um novo universo estava ali, na ponta dos meus dedos. Juntei 2 e 2. Eu amo a internet desde que a conheci, em 92/93, através de um acesso via Embratel discado; escrevi muitas matérias sobre internet. Sempre adorei o conceito da rede, a liberdade, a possibilidade de aprender e de colaborar. E resolvi investir a Conectiva (nome fantasia da minha empresa) nisso. Parti de tudo o que aprendi com a <a href="http://www.laboratoriodoprocessoformativo.com">Regina Favre nos Seminários de Anatomia Emocional</a> e sem muito planejamento, surfando na vida que acontecia, fui em frente. [Fecha parênteses ]</p>
<p>O passo zero de ser empresária é <strong>definir o que você faz</strong>. Eu sei fazer muitas coisas. Muitas coisas mesmo. Entre um universo de possibilidades, precisei escolher o que fazia melhor: escrever, registrar (fotos e vídeos), criar projetos e ensinar. Depois, é preciso ter clientes – e ter paciência e cuidado para se apresentar e conquistá-los. Isso posto, é preciso criar presença. Colocar site no ar foi o pedaço (para mim) mais fácil da brincadeira. Claro que sem a ajuda dos &#8220;amigos da blogosfera&#8221; (impossível citá-los todos Maysa&#8230;) nada do que faço seria possível. A Conectiva foi construída para ser um gigantesco hub – uma central distribuidora e produtora de trabalho, na base do ganha-ganha. Eu sempre tenho que pensar e implementar os projetos.</p>
<p>Esta é a parte boa. A ruim eu já tinha feito em 2004: abrir empresa, ter CNPJ, escolher contador, objeto (uma empresa de comunicação não pode ser Simples, sabe?). Além disso, é preciso lidar com notas fiscais, o seu envio, o recebimento dos valores. Ao custo de vida soma-se (com uma clareza que é assustadora) o <strong>pagamento de impostos</strong> – municipais e federais, no meu caso. Ter sócia, abrir a empresa, ter uma conta pessoa jurídica, planejar as finanças são detalhes que se tornam parte da vida. E, cá entre nós, não são o pedaço mais bacana da brincadeira (para mim).</p>
<p>Existe uma parte importante, que estou aprendendo agora: a separação (física e financeira) entre você pessoa física e a pessoa jurídica. O que é Conectiva? O que é Lucia Freitas? Afinal, eu sou uma empresa de uma mulher só – com colaboradores, claro, mas em modo free-lance – e estes papéis tendem a se confundir. E a coisa fica bem pior porque o escritório funciona na minha casa. A disciplina e a atenção com os espaços têm que ser gigantescas. Senão vira uma lambança absoluta e total.</p>
<p>O lado bacana é que a empresa serve de porto seguro para mim e para os projetos amigos. O <a href="http://blosque.com/2008/08/be-a-blog-download-gratis-blogs-pelados-e-sem-roupa-de-gratis.html">Bê-a-Blog, da Nosphie</a>, por exemplo, foi viabilizado financeiramente através dela. O Manoel Netto pôde manter sua coluna de tecnologia no Yahoo! através da Conectiva. É a mesma empresa que se responsabiliza e faz contratos de serviços para o Ladybug, para o <a href="http://luluzinhacamp.com">LuluzinhaCamp</a>, os BlogCamps que organizei e o que mais vier pela frente.</p>
<p>Trabalhar por conta própria tem seus pontos altos. E tem também os baixos – principalmente se você não matar pelo menos um leão por dia. A vida pessoal, principalmente quando você não monta um escritório, tende a atravessar o seu trabalho constantemente. E de novo: é preciso atenção para não se deixar levar. O que eu gosto particularmente é que estou cercada pelos meus gatinhos, estou em casa – não, não trabalho de pijama, eu me arrumo como se fosse para a rua -, e posso atender meus clientes com o que mais prezo: qualidade e tempo. Eu tenho todo o tempo para cada um deles.</p>
<p>Ainda tenho muito chão pela frente. Projetos para colocar no ar, propostas para fechar. E com a ajuda dos amigos, na rede e fora dela, cada um deles sai no seu tempo. Só recomendo, a você e a todos os leitores, um cuidado que eu não tive no começo: guardem dinheiro, sempre. Andar por conta própria significa, sim, receber um não quando você precisava de um sim. E ter que atender demandas gigantes, todas ao mesmo tempo, quando você imaginava que estaria de férias.</p>
<p>Aliás, férias de verdade eu não tenho desde 2004. Não sinto muita falta, com este tanto de feriados que temos neste Brasil – podem ser alegria pra quem tem carteira assinada, mas para nós, significa parar de trabalhar e/ou não fechar negócios.</p>
<p>Mais que isso. Eu penso em negócios quase como se cultiva relações e/ou plantações. E sou natureba. Cada sementinha é plantada com amor. Nem sempre vingam, às vezes acontece de só muito tempo depois se transformarem em árvores. Mesmo assim, eu sigo em frente. Porque a vida é muito maior do que uma carteira de trabalho assinada. Para quem está disposto a arriscar, claro.</p>
<p>Acho que o básico está aqui. Alguma outra pergunta?</p>
<p>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/rtarga/3423354579/" target="_self">Renato Targa, no Flickr, em CC</a><a href="http://www.flickr.com/photos/rtarga/3423354579/" target="_self"></a></p>

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		<title>Deusas, Luluzinhas e Coletivu: carona já</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 19:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um grupo feito sob medida para nós, mulheres, compartilharmos nossos caminhos com segurança e alegria. O sistema se chama Coletivu e é muito fácil de usar. Quem participa do Projeto Deusas pode usar. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/transito.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>A idéia veio da <a href="http://www.maiscommenos.net">Nanny Costa</a>: e se a gente criasse um jeito para podermos nos dar caronas? Eu sugeri que a gente usasse o <a href="http://www.coletivu.com.br/">Coletivu</a> – que descobri no <a href="http://twitter.com/coletivu">Twitter</a> &#8211; para sediar nossas caronas. E o René Retz, criador do sistema, adorou a idéia de acolher a mulherada lá.</p>
<p>Rene Retz é um engenheiro de 25 anos. Sua criação para um transporte sustentável, está na quinta versão e permite criar grupos só com pessoas em quem você confia. O sistema hoje tem pouco mais de mil usuários cadastrados. A idéia dele é oferecer caronas seguras e colaborar um tanto com o trânsito de S. Paulo – e de todas as grandes cidades deste Brasil.</p>
<p>A história funciona assim: vocês vão lá, <a href="http://www.coletivu.com.br/signup">se cadastram</a> e se associam ao grupo <a href="http://www.coletivu.com.br/groups/87">Luluzinhas&amp;Deusas</a>. Quem tem carro cadastra o seu trajeto, quem precisa de carona pede. O Coletivu se encarrega de contar, na mesma hora, se há alguma carona disponível para você.</p>
<p>O grupo está aberto a todas as participantes dos grupos de discussão LuluzinhaCamp e Projeto Deusas.</p>
<p>O René agradece feedbacks, tutoriais e posts a respeito.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/soldon/3064101859/" target="_self">Trânsito por Rodrigo Soldon, no Flickr em CC</a></p>

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		<title>Ser, Fazer, Aprender</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 12:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta semana eu fui abençoada pela Deusa (pelas Deusas...) com a presença de Lina Rothman, enviada pela queridíssima Pakalil, que mora em Seattle. O primeiro efeito da visita de Lina é que estou falando inglês como se tivesse nascido nos Estados Unidos (diz a Lina...). Céus... nem sei direito de onde emergiu tanto inglês, de forma tão tranqüila... ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/lina.jpg" alt="Lina no Auditório do Ibirapuera" width="350" height="467" /><p class="wp-caption-text">Lina no Auditório do Ibirapuera</p></div>
<p>&#8220;A maior riqueza do homem é a sua incompletude.<br />
Nesse ponto sou abastado.<br />
Palavras me aceitam como sou &#8211; eu não aceito.<br />
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas,<br />
Que olha o relógio, que compra pão às seis horas da tarde,<br />
Que vai lá fora, que aponta lápis,<br />
Que vê a uva, etc. etc.</p>
<p>Perdoai,<br />
Mas eu preciso ser Outros.<br />
Eu penso renovar o homem<br />
Usando borboletas.&#8221;</p>
<p>Manoel de Barros, poeta matogrossense, <a title="Só 10% é Mentira" href="http://www.ladybugbrazil.com/2008/10/19/so-dez-por-cento-e-mentira-corra-e-assista/" target="_blank">personagem principal de Só 10% é Mentira</a></p>
<p>Esta semana eu fui abençoada pela Deusa (pelas Deusas&#8230;) com a presença de Lina Rothman, enviada pela queridíssima Pakalil, que mora em Seattle. O primeiro efeito da visita de Lina é que estou falando inglês como se tivesse nascido nos Estados Unidos (diz a Lina&#8230;). Céus&#8230; nem sei direito de onde emergiu tanto inglês, de forma tão tranqüila&#8230;</p>
<p>A Lina é uma mulher sensacional, super bem educada, delicada, ajuda em tudo, passa o tempo todo em cuidados comigo. Ela adorou os gatos e, para meu alívio, não implicou com os muitos cigarros que eu fumo todo dia. Tem sido sensacional compartilhar com ela alguns dos conhecimentos que fui construindo ao longo da minha vida – detalhe incrível: em inglês!</p>
<p>Lina trouxe à tona, no Albergue, questões que atravessam muitas mulheres e homens, que pipocam na internet e fora dela: a falta de um sentido interessante na vida, qual o rumo, como conquistar uma meta, o que fazer com o nosso passado que tantas vezes nos &#8220;breca&#8221;, as influências de pai e mãe, será que eu vou/quero ser mãe, e o amor/casamento onde fica?</p>
<p>Criou-se um território seguro aqui em casa. Coisa raríssima em qualquer lugar do mundo – e que só acontece quando duas pessoas realmente se entendem. Ok, este território está sempre aqui e algumas de minhas grandes amigas e amigos já tiveram esta experiência. Mas desta vez é totalmente diferente&#8230;</p>
<p>Primeiro, a Lina não consegue falar quase nada em português, embora se vire muito bem. Ela anda meio travada para falar – sim, ela é um tanto tímida – mas a maior questão, até onde eu consegui ir com ela é o medo de errar. E aí vem a primeira parte do título: ser.</p>
<p>Como é possível existir e realmente experimentar a vida sem cometer erros? De onde foi que a gente tirou esta idéia estapafúrdia? Quando começo a pensar no assunto, percebo que nossas escolas, trabalhos, instituições e relações são construídas, em geral, em torno da ideia de que a gente não pode errar. E cobram isso de cada um de nós todos os dias&#8230; No entanto, querem que a gente seja experiente, tenha sabedoria e saiba inovar (pelo menos é o que dizem&#8230;). E vem a questão: como a gente vai aprender sem errar?</p>
<p>A resposta, para mim, está na segunda palavra: fazer. Ao fazer a gente erra, refaz, erra, acerta&#8230; E de nada adianta olhar para fora ou para a frente. É preciso ser mais que firme consigo e olhar para dentro de nós, para o ambiente que criamos, para nossas próprias forças e fraquezas para saber como seguir em frente da melhor forma – e não como a gente idealizou.</p>
<p>Nossos fantasmas, em geral, são atitudes e comportamentos que a gente esqueceu de aprender a superar. Deixar o que já não se encaixa para trás é uma arte muitas vezes esquecida na correria contemporânea. Acho que foi por isso que escolhi o poema do Manoel de Barros para abrir este post. &#8220;Eu preciso ser Outros, Eu preciso renovar o homem, usando borboletas&#8230;.&#8221;</p>
<p>Borboletas, graças, ainda resistem e fazem seus vôos anárquicos e tantas vezes coloridos pelas tardes e manhãs. Anarquizar – um pouquinho só&#8230; – e voar ao sabor do vento, tocando os fantasmas, aprender novas palavras e tatear frases desconhecidas é uma arte.</p>
<p>Arte humana, diga-se, todos nós a carregamos e transmitimos de alguma forma. Em qualquer língua, a todo instante. Meu pedido para a semana? Errar, fazer, acertar&#8230; E ensinar os primeiros passos do português para a linda Lina.</p>

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		<title>Série Deusas – As Deusas Que Eu Habito</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrever sobre arquétipos femininos me levou a um balanço de vida. Foram caminhos tortuosos de exploração – em que as guias sempre foram mulheres. Confesso: durante toda a minha infância ouvi que mulheres não valiam a pena. Coisa da minha avó paterna, um verdadeiro estropício – que produziu lindas peças de cerâmica, é verdade. Pra completar, minha altura desde sempre muito acima da média nunca colaborou muito para que eu "encaixasse".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/lufreitas.jpg" alt="Lua, por Zander Catta Pretta, no Flickr em CC BY-NC" width="450" height="338" /><p class="wp-caption-text">Lua, por Zander Catta Pretta, no Flickr em CC BY-NC</p></div>
<p>Escrever sobre arquétipos femininos me levou a um balanço de vida. Foram caminhos tortuosos de exploração – em que as guias sempre foram mulheres. Fui uma criança sólida apavorada com a ameaça do inferno. Adolescente era deslocada, seguia a tradição católica da família por absoluta falta de alternativa – onde a única &#8220;deusa&#8221; é Nossa Senhora, em todas as suas muitas formas e aparições. Com a &#8220;maioridade&#8221; veio uma decolagem: explorei a umbanda, recheada de deusas poderosas e inspiradoras; descobri o candomblé; naveguei pelas ondas da &#8220;nova era&#8221;; encontrei o budismo através do tai-chi-chuan; fui ao espiritismo kardecista. Leitora voraz desde sempre devorei todos os livros de psicologia que encontrei pela frente – menos o tal do Freud, que ninguém merece ser menosprezada por falta de pênis –; descobri as tradições da bruxaria, Wicca, estudei um tanto de diversas tradições.</p>
<p>Confesso: durante toda a minha infância ouvi que mulheres não valiam a pena. Coisa da minha avó paterna, um verdadeiro estropício – que produziu lindas peças de cerâmica, é verdade. Pra completar, minha altura desde sempre muito acima da média nunca colaborou muito para que eu &#8220;encaixasse&#8221;. A não ser para eventuais convites para modelar – que deram em nada, já que minha beleza nunca foi muito convencional, menos ainda &#8220;vendável&#8221;. Isso sem contar que cresci ouvindo que &#8220;beleza não se põe na mesa&#8221;&#8230;</p>
<p>Fui educada de verdade por mulheres Héstia e Deméter, minhas avós por parte de mãe – uma de verdade, outra adotiva, que cuidou de três gerações da família. E entraram em cena outras mulheres-arquetípicas para mim.</p>
<p>Naveguei pela adolescência e a primeira parte de minha vida como a jovem Coré. &#8220;Livre para um relacionamento, para o trabalho ou um objetivo educacional&#8221;, como diz Shinoda em <a title="As Deusas e a Mulher" rel="nofollow" href="http://compare.buscape.com.br/as-deusas-e-a-mulher-nova-psicologia-d-bolen-jean-8534907099.html" target="_blank">As Deusas e a Mulher</a>. Conforme amadureci, Ártemis tomou o lugar da jovem boba, raptável e &#8220;mentirosa&#8221; (Perséfone mente descaradamente para Deméter depois de ser resgatada do reino de Hades, dizendo que foi &#8220;forçada&#8221; a comer sementes de romã). Ufa. Me livrei de boa. Já pensaram ter a vida ditada por outros, jogar para a platéia? Pois é&#8230; até Ártemis realmente ficar forte, isso realmente aconteceu.</p>
<p>Atravessei boa parte da vida vestida com o arco certeiro de Ártemis, sua túnica curta para correr (embora eu prefira caminhar) e uma comunidade de mulheres pequena, mas altamente confiável que sempre me cercou. Matei os meus grandes amores, enganada pelo espírito competitivo. Soltei o javali (também símbolo de Ártemis quando fica brava) em muitas plantações por este mundo. E ajudei algumas mulheres na hora do parto – sim, Ártemis era também a deusa do parto, na Grécia&#8230; – quando ofereci informação de confiança a mulheres grávidas em uma revista que eu editei por quase quatro anos.</p>
<p>Amo o sol, que sempre me energiza; meu planeta de nascimento é Marte – mas o meu astro preferido é, sem dúvida, a Lua que ilustra este artigo. Fiz este caminho enorme para descobrir que Ártemis é só a deusa que mais uso para me relacionar com o mundo. Em minhas entranhas vive Perséfone – tanto a jovem como a rainha do Inferno.</p>
<p>Ela governa as minhas entranhas, o que ninguém vê e não revelo. É a &#8220;guia do Inferno&#8221; e como bem descreve Jean Shinoda Bolen, representa a habilidade demovimentar-se de um lado para outro, entre a realidade do &#8220;mundo real baseado no ego&#8221; e o inconsciente ou realidade arquetípica da psique. Engraçado, mas existe um outro arquétipo, babilônico, <a title="Ishtar" rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ishtar" target="_blank">Ishtar</a>, muito parecido com o qual me identifico profundamente.</p>
<p>Deusa do amor, do sexo, da guerra e da fertilidade, Ishtar, conhecida como Inana, entre os sumérios, cultuada através da sexualidade – e verdadeira sentença de morte para seus companheiros. E também ela foi para o submundo, mas por vontade própria e ficou morta até ser resgatada. Para <a title="Joseph Campbell" rel="nofollow" href="http://www.jcf.org/" target="_blank">Joseph Campbell</a>, o grande estudioso contemporâneo dos mitos, Ishtar, Inana e Afrodite, bem como <a title="Kali" rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kali" target="_blank">Kali</a> e <a title="Isis" rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Isis" target="_blank">Isis</a> – híndi e egípcia.</p>
<p>Encontrar estes paralelos através de Campbell vai pedir sérias reflexões e, com a bênção de Lilith, vou encontrar um bom caminho para seguir agregando estes arquétipos e crescer cada vez mais. Afinal, também as guerreiras precisam conhecer seus pontos vulneráveis – que são as qualidades que nos permitem acolher os outros e produzir alguma diferença neste planeta.</p>
<p><strong>Livros cuja leitura recomendo: </strong></p>
<ul>
<li>As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley</li>
<li>As Deusas e a Mulher, Jean Shinoda Bolen</li>
<li>O Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch</li>
<li>Seu sangue é ouro, Lara Owen</li>
<li>O Clã da Lua, Ensinamentos e Rituais Femininos, de Chamalú</li>
<li>Entrevistas, Clarice Lispector</li>
</ul>
<p>Imagem:<a title="Zander Catta Pretta" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/zander_cp/3379008000/sizes/m/" target="_blank"> Zander Catta Pretta, no Flickr, em CC-BY-NC</a></p>
<p><strong>___________________________________ </strong><br />
<strong>Veja todos os textos</strong> da <a title="Série Especial Deusas" href="http://deusario.com/2009/03/serie-especial-deusas.html">Série Especial Deusas</a>.</p>

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</ul>

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		<title>Uma Gripe, Uma Canção e Um Pensamento</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 12:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Importa por que a gente escreve ou o que nossos escritos produzem nos leitores? Uma reflexão pontuada por atchins e um tantinho de febre sobre o que nós fazemos todos os dias, muitas vezes sem maiores preocupações. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/escher-hands.jpg" alt="Escher, Hands" width="469" height="424" /><p class="wp-caption-text">Escher, Hands</p></div>
<p>Esta semana, estou prejudicada. Caí vítima de uma gripe bem forte, cujos sintomas são coriza (muita) tosse com catarro transparente (tenho mais medo deste do que do verdão) e dores pelo corpo. Com o &#8220;sofrimento&#8221; vem a certeza de que chegou a hora de parar por um segundo enquanto sigo cumprindo os &#8220;deveres&#8221;… Sabem aquele momento em que você desempenha sem pensar, por instinto? Então&#8230;</p>
<p>A canção da vida, entretanto, segue tocando. Ela chega a mim em forma de girafinha, gatinhos, sorteio, escritos, um disco maravilhoso que me chegou pelo correio &#8230; e afazeres que não podem ficar para a próxima semana. E, numa madrugada, eis que surge em minha caixa de entrada com a pergunta: <a title="Por que você escreve?" href="http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=295" target="_blank">Por que você escreve?</a>, cortesia do informativo do Digestivo Cultural.</p>
<p>Nem importa o bom texto que acompanhou a pergunta. Parei no ato. Afinal, respeitar e aceitar o fluxo é algo vital e nutritivo. Parei para pensar no quanto escrevo. Onde escrevo. Neste exato instante esta blogueira participa, com mais ou menos ação de oito (sim, oito) blogs – sem contar o que escrevo para terceiros –, organizo eventos e, como diria minha avó, &#8220;adoro inventar uma moda&#8221;.</p>
<p>O resultado é que tenho que ler e escrever <strong>muito</strong>. E eu escrevo porque gosto. É uma das coisas que faço relativamente bem, apesar de cometer eventuais assassinatos (não-dolosos) à língua. Escrever, para mim, é como respirar. Eu escrevo no computador, à mão, às vezes imagino histórias que ficam pela metade. Tenho cadernos e cadernos com a minha caligrafia mutante, recheados de pensamentos, sonhos, idéias deixadas para trás. Dos bloquinhos eu nem vou falar. Tenho montes e uso vários simultaneamente. Na bolsa, hoje, existem dois moleskines.</p>
<p>Esta Sob Fogo é para parar e pensar. E também deve ficar um tanto errática, por conta do meu estado físico.</p>
<p>Quando fiz o primeiro blog (sem link, sem link), em 2003, precisava muito colocar fora de mim um encontro. Foi o mesmo ano em que conheci a Margaret Chillemi e me afundei nas profundidades do afeto, dos encontros, dos efeitos que temos uns sobre os outros.</p>
<p>Depois veio o blog meio diário, meio caderno de anotações. Com ele, cheguei onde queria: uma roda, pessoas que conversavam, se encontravam, se conheciam, se comentavam. Eu já não era mais repórter, muito menos jornalista, estava em meio a uma mudança profunda de texto, de estilo, de vida. Eu segui o fluxo, como sempre fiz em minha vida. Isso aconteceu há quatro anos atrás.</p>
<p>Nunca imaginei, por um segundo, que eu tivesse a menor importância para o universo. Nem que meus escritos – erráticos, tantas vezes – significassem algo para terceiros. Escrevo porque preciso respirar. E, às vezes, só às vezes, estes escritos fazem algum sentido para alguém.</p>
<p>Esta é a graça e a grandeza da vida – online e offline. Nem tudo nos toca, nem tudo faz sentido. Mas tudo, absolutamente tudo, precisa existir. Se existe, há uma razão. Se não faz sentido para você, fará para o vizinho ou talvez para um dekassegui que está no Japão. E destes sentidos disparados e à solta é que se trama a vida, na web e fora dela, e o futuro.</p>
<p>O que nos aguarda, todos sabemos. Inefável e doce, silenciosa e quieta. Eterna. Importa, de verdade, o caminho. Porque o começo e o fim são idênticos para todos nós. A verdadeira pergunta, no fim, não é POR QUE alguém escreve. A pergunta que não quer calar é: <strong>como o que você escreve afeta quem te lê.</strong></p>
<p>E isso, minha gente, é absolutamente pessoal e intransferível. Cabe a quem lê dizer.</p>
<p>Digam. Para isso servem os comentários.</p>
<p>P.S. A canção eu ganhei de presente num dia triste. É linda, linda, linda.</p>

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		<title>Bufê Infantil é Bacana?</title>
		<link>http://deusario.com/bufe-infantil-e-bacana/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 04:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sob Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[festa]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje a minha mãe me arrastou para uma festinha de criança (aniversário de 3 anos de um primo). Há muito não coloco os pés num bufê infantil – destes que pipocam por Sampa, com seus arcos feitos de bexigas coloridas, cores fortes, chão branquinho, cantinho para adultos e brinquedos para os pequenos. Este, especificamente, fica num bairro "bom" em S. Paulo, que eu chamo de "Moema feliz". ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/bufe.jpg" alt="Bufê Infantil é Bacana?" width="450" height="600" /></p>
<p>Hoje a minha mãe me arrastou para uma festinha de criança (aniversário de 3 anos de um primo). Há muito não coloco os pés num bufê infantil – destes que pipocam por Sampa, com seus arcos feitos de bexigas coloridas, cores fortes, chão branquinho, cantinho para adultos e brinquedos para os pequenos. Este, especificamente, fica num bairro &#8220;bom&#8221; em S. Paulo, que eu chamo de &#8220;Moema feliz&#8221;.</p>
<p>Na rua com nome de passarinho, o Dinossauro de fibra de vidro recepciona os pais e as crianças entre balões coloridos. Do lado de dentro o ar condicionado torna o ambiente &#8220;climatizado&#8221; e a música alta demais imbeciliza as crianças. O horário é horrível para crianças pequenas: 18h30&#8230; Quando chegamos às 19h30, as crianças estavam além da excitação – graças, eram poucas – enquanto mães, avós e pais curtiam a conversa. As babás, todas no trabalho, em pleno domingo, se encarregavam da tarefa de cuidar dos pequenos nos brinquedos.</p>
<p>Cena 1: um pai felizão com sua filhota (lá pelos 5 meses) aconchegada na dobra do braço esquerdo, pra cima e pra baixo. Ele: enorme, gordo, feliz. A determinada altura, ainda com a bebê no colo, precisou da ajuda de outros dois para fechar um carrinho daqueles mais simplezinhos, tipo guarda-chuva. Cena única. Homens reunidos cuidando de filhos&#8230; sensacional.</p>
<p>Cena 2: o monitor convoca a criançada para a sessão de tatuagem. Tatuagens pequeninas são colocadas na mesinha, as crianças se espremem para escolher. Outro tio, tesoura em punho, trata de separar as figurinhas. Tinha de tudo: dragão, cobra, maçã mordida. Uma mãe quase surta ao ver a sua pequena com uma naja prontinha para ser tatuada. Enquanto isso, o aniversariante, menino, escolhe uma maçã mordida e sorridente. A mãe, que está lá pelo quinto ou sexto mês de gravidez nem deu bola.</p>
<p>Ai meus ouvidos! Desde a Campus Party os protetores auriculares que ganhei na viagem ao exterior (na virada de 95/96&#8230;) continuam na nécessaire. Usei. Foi ótimo. Céus! Por que é preciso colocar músicas chatas e tão altas?</p>
<p>Frase ao léu: <i>&#8220;Eu quero que ela escolha o que ela quiser, desde que seja exatamente o que eu quero.&#8221;</i> Uma mãe loira e botocada, acompanhada da avó também loira (tom mais escurinho) e identicamente plastificada.</p>
<p>Os comentários são de vocês. Quero saber se só sou uma nerd chata, que acha tudo o que é &#8220;normal&#8221; absolutamente idiota ou se a vida é assim mesmo e eu estou viajando.</p>

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		<title>A Cada Mil Lágrimas Sai Um Milagre</title>
		<link>http://deusario.com/a-cada-mil-lagrimas-sai-um-milagre/</link>
		<comments>http://deusario.com/a-cada-mil-lagrimas-sai-um-milagre/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 06:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[depressao]]></category>
		<category><![CDATA[saude]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[To Write Love on Her Arms é um movimento sem fins lucrativos dedicado a levar esperança e ajuda às pessoas que lutam com a depressão, o vício, automutilação e suicídio. TWLOHA existe para encorajar, informar e inspirar, além de investir diretamente no tratamento e na recuperação destas pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://farm4.static.flickr.com/3550/3292057630_46f956ee1b_d.jpg"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3550/3292057630_46f956ee1b_d.jpg" alt="Fernando Mafra, em CC, no Flickr" width="500" height="375" /></a></br>Foto: Fernando Mafra, em CC, no Flickr</p>
<p>Eu soube do movimento <a href="http://www.twloha.com/index.php" title="To Write Love in Her Arms" target="_blank">To Write Love in Her Arms</a> na Campus Party09, através do antenadíssimo <a href="http://www.marcogomes.com" title="Marco Gomes" target="_blank">Marco Gomes</a>. Uma camiseta. Um botton. Uma mensagem de amor que, não, não está numa garrafa – está na rede. O socorro é possível, diz o movimento no seu slogan. O TWLOHA (a sigla) me emociona e me comove por sua delicadeza – e por tocar num assunto tão importante quanto a depressão, focado principalmente em jovens, principalmente através da música. E dos canais que todos os jovens, no mundo todo, adoram: <a href="http://www.myspace.com/towriteloveonherarms" title="MySpace" target="_blank" rel="nofollow">MySpace</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/30366654@N03/" title="Flickr" target="_blank" rel="nofollow">Flickr</a>, <a href="http://www.youtube.com/user/TWLOHA" title="YouTube" target="_blank" rel="nofollow">YouTube</a>.</p>
<h3>Sobre o movimento<br />
</h3>
<p>To Write Love on Her Arms é um movimento sem fins lucrativos dedicado a levar esperança e ajuda às pessoas que lutam com a depressão, o vício, automutilação e suicídio. TWLOHA existe para encorajar, informar e inspirar, além de investir diretamente no tratamento e na recuperação destas pessoas.</p>
<p>A Visão que está no site é uma carta de amor ao humano e às suas dores e flagelos. Um texto de uma compaixão rara&#8230; Confesso que me incomoda de forma absoluta a questão religiosa que aparece na menção da palavra Deus muitas vezes. E isso é desimportante. Importa mesmo é o movimento positivo, como diria uma amiga há muito sumida no mundo.</p>
<p>Tudo começou na primavera de 2006 (abril, por lá), quando um grupo de amigos criou a história &#8220;To Write Love on Her Arms&#8221;- que também era um objetivo, a crença de que uma vida melhor, menos dolorosa e livre do vício ou do suicídio era possível. Numa noite cheia de cocaína e álcool, ela se trancou no banheiro e escreveu, com a lâmina que usara para bater o pó: fuck up. Começaram vendendo camisetas para pagar o tratamento da amiga e, depois que criaram a página no MySpace descobriram que havia mais gente na mesma situação, gente que também precisava de ajuda e outras que queriam saber como ajudar seus amigos. Souberam de casos de suicídio, que contaram histórias nunca dantes compartilhadas. Resultado: havia algo maior lá fora, que precisava de atenção.</p>
<p>O resultado? Este grupo respondeu, em dois anos e meio, mais de 80 mil mensagens de pessoas em mais de 40 países. Levaram sua mensagem de esperança a shows, universidades, festivais e igrejas. E aprenderam que estas questões são humanas e não respeitam as fronteiras – acontecem no mundo todo.</p>
<p>E a gente sabe: depressão é tratável e existe esperança de verdade. A primeira cura foi feita com muito rock, muito café, conversas e livros. Companhia. Presença. Em vez de &#8220;turnos&#8221;, amor. É um grupo que coloca as mãos nas feridas abertas, faz os curativos, acompanha – e conserta algo que estava quebrado. Depois de uma semana, esta moça entrou para a reabilitação e vive – com as marcas que ela mesma fez no seu antebraço – de olho em si e no futuro.</p>
<h3>Números rápidos:<br />
</h3>
<ul>
<li>A Organização Mundial da Saúde estima que existem, no mundo, 121 milhões de pessoas que sofrem de depressão.</li>
<li>As pessoas que sofrem de depressão tendem a abusar de drogas e também sofrem de ansiedade. Detalhe: 30% dos adolescentes são vítimas desta armadilha.</li>
<li>Nos EUA a terceira causa de morte entre jovens (18 a 24 anos) é o suicídio</li>
<li>Busca rápida no Google revela (estudo de 2005 publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria): taxa global de suicídio no Brasil cresceu 21% em 20 anos. Os homens se suicidaram de 2,3 a 4 vezes mais que as mulheres e os idosos acima de 65 anos apresentaram as maiores taxas de suicídio. O estrato de jovens entre 15 a 24 anos foi o grupo de maior crescimento (1.900%). CONCLUSÃO: A taxa de suicídio no Brasil, embora baixa, segue a tendência mundial de crescimento. Os idosos apresentam as taxas mais altas, mas, em números absolutos, a população jovem está se matando cada vez mais.</li>
</ul>
<h3>Informação sobre a depressão:<br />
</h3>
<p>Por que o assunto me toca e me faz escrever para vocês aqui? Escrevo porque esta é uma das formas de cura que uso. De compartilhar a minha experiência com quem quer que pouse nesta página feita de pixels&#8230;e, sim, eu estou em pleno tratamento contra a depressão. (#prontofalei)</p>
<p>A depressão é sorrateira, insidiosa, <strong>difícil de assumir</strong>. Uma das definições que achei:</p>
<blockquote><p>Caracteriza-se por um grande desinteresse pela vida, falta de vontade de viver, por vezes existem medos seja de enfrentar algo seja apenas medo de viver a vida ou alguma situação da vida. Da mesma forma a pessoa sente-se incapaz de lidar com as coisas básicas do seu dia a dia. A depressão pode igualmente resultar de uma desorientação da pessoa face a determinados objetivos caso ela sinta que lhe falta algo que lhe dê um motivo para viver. A depressão pode levar ao suicídio ou a uma incapacidade de funcionar quer física quer mentalmente.</p></blockquote>
<p>Trata-se de um fenômeno bio-psico-social – é um descolamento de nós e do meio que acaba num desequilíbrio de hormônios e neurotransmissores, que são fundamentais para sermos funcionais e produtivos. A <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44461999000500005&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"title="Psiquiatria trata mais ou menos assim" target="_blank" rel="nofollow">Psiquiatria trata mais ou menos assim</a>:</p>
<blockquote><p>O tratamento antidepressivo deve ser realizado considerando os aspectos biológicos, psicológicos e sociais do paciente. Na média, não há diferenças significativas em termos de eficácia entre os diferentes antidepressivos, mas o perfil em termos de efeitos colaterais, preço, risco de suicídio, tolerabilidade varia bastante o que implica em diferenças na efetividade das drogas para cada paciente. A conduta, portanto, deve ser individualizada. A prescrição profilática de antidepressivos irá depender da intensidade e freqüência dos episódios depressivos. O risco de suicídio dever ser sempre avaliado. Não há antidepressivo ideal, entretanto, atualmente existe uma disponibilidade grande de drogas atuando através de diferentes mecanismos de ação o que permite que, mesmo em depressões consideradas resistentes, o tratamento possa obter êxito. (artigo de 1999)
</p></blockquote>
<p>O processo dura no mínimo seis meses, o bacana é associar drogas e terapia – porque só o remédio não resolve. É preciso conversar com um profissional bacana e qualificado, encontrar o lugar onde aconteceu o descolamento e ir em frente.</p>
<p>Como diz o Byron, citado pelo TWLOHA: a vida é difícil para todos nós, na maior parte do tempo. Viver não é bolinho. E começos de século, então, são momentos históricos para lá de complexos – embora eu veja com alegria muitas mudanças e tenha esperança, sempre, no hoje e no amanhã.</p>
<p><strong style="COLOR: #800000">Como dizem Itamar Assumpção e Alice Ruiz, na música: </strong></p>
<p>Em caso de dor ponha gelo<br />
Mude o corte de cabelo<br />
Mude como modelo<br />
Vá ao cinema, dê um sorriso<br />
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo<br />
Se amargo foi já ter sido<br />
Troque já esse vestido<br />
Troque o padrão do tecido<br />
Saia do sério deixe os critérios<br />
Siga todos os sentidos<br />
Faça fazer sentido<br />
A cada mil lágrimas, sai um milagre.</p>

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		<title>Eu vi a “minha” velha no espelho</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 22:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Sob Fogo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="Regina Favre - zigzag by Lucia Freitas, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lufreitas/3274928814/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3463/3274928814_2437cac691.jpg" alt="Regina Favre - zigzag" width="452" height="500" /></a></p>
<p>Em um dia de janeiro deste ano de 2009, ao sair do banho e começar a deliciosa rotina de cremes, eu vi outra Lucia no espelho. Uma Lucia velha mesmo, com rugas, muitos outros anos que ainda não vivi&#8230; Fiquei emocionada, pois sei que vi a semente da mulher velha que um dia serei.</p>
<p>Eu não me assustei, tenho certeza, porque estudo, há sete anos, com a <a title="Regina Favre" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.conectiva.inf.br/blog/reginafavre/" target="_blank">Regina Favre</a>. Inspirada no trabalho de Stanley Keleman, esta filósofa se tornou terapeuta corporal lá pelos idos de 73. A Regina foi minha terapeuta, é minha parceira, professora e também cliente. A gente tem uma união produtiva, de onde disparam muitas coisas – inclusive um modelo de mulher mais velha.</p>
<p>Dona de um estilo próprio, fundada em suas próprias descobertas e encantamentos, a Regina é uma mulher que me inspira a amadurecer em paz. Mais que a minha mãe ou qualquer outra mulher além dos 60. Ela é forte, auto-sustentada, dona de um estilo para lá de próprio, como vocês podem notar na foto que ilustra este post&#8230; É um bom modelo de muito do que desejo pra mim no futuro (nem tão distante) e que tento plantar a tanto tempo, com tantos erros.</p>
<p>Lá no Laboratório a gente sabe que o ser humano é feito de camadas, uma complexa sinfonia em que tudo tem seu lugar, sua hora, seu jeito – e é construído de acordo com partes diversas: o herdado (genético), o social (ensinado) e o pessoal (o que a gente faz com a mistura de tudo isso). Atravessa esta construção não apenas o ambiente em que crescemos como o próprio crescimento em si. Sim, a vida tem marcos e carregamos em nós o seu registro: do útero à tumba, nosso destino.</p>
<p>Engraçado que me ver velha no espelho não lembrou túmulo. Para quem tem dificuldade com o assunto morte, recomendo fortemente <a title="Viver o Seu Morrer" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4637&amp;tipo=2&amp;isbn=%208532306233" target="_blank">Viver o Seu Morrer</a>, de Stanley Keleman. Ver minha semente de velha, me fez ver que está a caminho uma nova fase. Depois de ser bebê, criança pequena, criança grande, adolescente, adulto alfa e, agora, adulta madura, estou a caminho do último terço de vida. Que vai conviver e completar cada uma destas fases que já vivi.</p>
<p>Foi doce e emocionante encontrar a MINHA velha. Foi um disparo para buscar a palavra que vai embalar este ano de 2009: <strong>conquista</strong>. Quero conquistar auto-sustentação, equilíbrio financeiro e bem-estar físico-psíquico-emocional. Parece pouco, mas quem me conhece sabe a minha capacidade de resumir as coisas.</p>
<p>(post escrito embalada por TomZé, Danç-eh-a Ao Vivo, mais de 70, sensacional, que desci de graça no <a title="AlbumVirtual da Trama" rel="nofollow" href="http://albumvirtual.trama.uol.com.br/" target="_blank">AlbumVirtual da Trama</a> – infelizmente já esgotou).</p>

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