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	<title>Deusario &#187; Tenda Lunar</title>
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	<description>Onde As Deusas Se Encontram</description>
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		<title>Rito de Passagem da Menopausa</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 12:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tenda Lunar]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
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		<description><![CDATA[Este rito precisa ser celebrado em companhia de outras mulheres, um pequeno grupo de amigas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este rito precisa ser celebrado em companhia de outras mulheres. Pode ser um pequeno grupo de amigas, bruxas e/ou sacerdotisas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/Presentacin2-1.jpg" border="0" alt="Rito de Passagem da Menopausa" width="400" height="298" /></p>
<p>Para iniciar a cerimônia, caso uma sacerdotisa oficiante esteja presenta, ela traçará o círculo de proteção; na mesa onde o rito será celebrado já devem ter sido colocadas quatro velas vermelhas e uma branca, em uma bandeja.</p>
<p>A mulher que está oficiando o rito diz:</p>
<p><em>Nos reunimos aqui para celebrar a retirada da menstruação de nossa amiga (dizer o nome da homenageada). Pedimos à Grande Mãe que bendiga a nossa irmã/amiga com boa saúde, vitalidade e alegria.</em></p>
<p>Todas brindam à homenageada com vinho ou suco, repetindo à cada gole:  Saúde! Vitalidade! Alegria!</p>
<p>A homenageada acende a primeira vela vermelha (que estará na mão de uma de suas amigas) e diz:</p>
<p>- <em>Acendo esta primeira vela pela menstruação que se foi.</em></p>
<p>A amiga fixa a vela acesa na bandeja, com sebo da própria vela.</p>
<p>A homenageada acende a segunda vela vermelha (que estará na mão de outra amiga) e diz:</p>
<p>- <em>Acendo a segunda vela pelos filhos e pela saúde que a menstruação me concedeu.</em> (se omitirá o que não for aplicável)</p>
<p>A amiga fixa a vela na bandeja.</p>
<p>A homenageada acende a terceira vela vermelha (que estará na mão de uma das amigas) e diz:</p>
<p>- <em>Acendo a terceira vela vermelha pela prosperidade de minha feminilidade.</em></p>
<p>A amiga fixa a vela na bandeja.</p>
<p>A homenageada acende a quarta vela vermelha (que estará na mão outra amiga) e diz:</p>
<p>- <em>E acendo a quarta vela pelos esforços que me requereu a menstruação, a qual se finaliza com equilíbrio e serenidade nesta mudança de ciclo.</em></p>
<p>A amiga fixa a vela na bandeja.</p>
<p>As amigas voltam a brindar dizendo: <em>A menstruação finalizou com equilíbrio e serenidade nesta mudança de ciclo!</em></p>
<p>A seguir, a sacerdotisa oficiante acende a vela branca, dizendo:</p>
<p><em>O trajeto da menstruação completou-se; agora chega à sua casa para descansar. Agradecemos à Grande Deusa, e pedimos que Ela acolha nossa amiga, a proteja e a ajude a continuar crescendo como Ser-Mulher-Sábia.<br />
</em></p>
<p>E também fixa a vela na bandeja.</p>
<p>As velas devem se deixadas queimar até o final e os restos jogados no lixo; depois do rito podem fazer uma pequena celebração da forma como desejarem.</p>
<p>O simbolismo deste ritual é muito simples: As velas vermelhas simbolizam a menstruação e o fluxo da vida; o número quatro é o número da plenitude e a cor branca é uma cor de fortes vibrações espirituais, associadas com o crescimento espiritual, com o desenvolvimento de habilidades psíquicas e com a transcendência; e neste caso também representa o conhecimento da mulher sábia, a experiência do caminho que foi trilhado sob o domínio da Lua.</p>
<p>Este ritual pode e deve ser adaptado ou personalizado; inclusive este Rito de Passagem pode ser feito por mulheres que não sejam bruxas ou sacerdotisas (neste caso se omite o traçado do círculo).</p>

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		<title>O Começo de uma Maravilhosa Etapa</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 11:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Tenda Lunar]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
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		<description><![CDATA[Menopausa, O Último Portal de Iniciação Feminina Infelizmente perderam-se nas dobras dos Tempos quase todos os chamados ritos iniciáticos ou &#8220;de passagem&#8221;, onde as mulheres mais velhas e mais sábias ensinavam as mais jovens sobre a forma de atravessar as diferentes etapas de seu desenvolvimento feminino. Afortunadamente nos últimos trinta anos nós mulheres começamos a &#8220;retornar às nossas origens, às...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Menopausa, O Último Portal de Iniciação Feminina</h3>
<p>Infelizmente perderam-se nas dobras dos Tempos quase todos os chamados ritos iniciáticos ou &#8220;de passagem&#8221;, onde as mulheres mais velhas e mais sábias ensinavam as mais jovens sobre a forma de atravessar as diferentes etapas de seu desenvolvimento feminino.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 300px; height: 401px;" title="Portal" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/Portal-1.jpg" border="0" alt="Portal" width="300" height="401" /></p>
<p>Afortunadamente nos últimos trinta anos nós mulheres começamos a &#8220;retornar às nossas origens, às fontes reais de nosso conhecimento interior&#8221;, reconhecendo e apreciando nossos atributos verdadeiros.</p>
<p>Para que possamos nos beneficiar deste retorno devemos dançar a Vida, seguindo seus pulsos e impulsos em cada etapa biológica feminina; pois cada uma delas tem seu próprio ritmo.</p>
<p>O corpo da mulher contêm a possibilidade de nutrir e renovar todas as coisas, e o fato de deixarmos de menstruar não elimina essa possibilidade.</p>
<p>Mas para fazer uso dela antes é preciso aprender a perceber que na menopausa temos a oportunidade de nos experimentar de una forma renovada e profundamente poderosa, pois podemos deixar para trás a confusão e os temores gerados pela pressão da cultura na qual vivemos, e nos abrir à verdade que habita em nosso mundo interior, usando o Poder do Sangue que agora fica &#8220;retido&#8221; para criar harmonia no mundo ao nosso redor.</p>
<p>Normalmente o climatério se apresenta entre os 40 e os 50 anos; nesta etapa que precede a menopausa começam os famosos &#8220;calores&#8221;, as menstruações ficam irregulares e já não podemos confiar na periodicidade dos ciclos, pois o sistema hormonal está passando por uma grande transformação.</p>
<p>A duração deste processo pode demorar vários anos para estar completo, fato que acontece quando os ovários alcançam seu repouso definitivo; enquanto isso os &#8221; calores&#8221; nos atormentam tanto de dia quanto de noite.</p>
<p>Certamente as que já passaram por isto &#8211; ou as que ainda estamos neste processo &#8211; devem lembrar uma noite na qual acordaram com a sensação de que estavam dentro de um vulcão, e que ao mesmo tempo a boca desse vulcão era bem no lugar do plexo solar, ou seja na boca do estômago.</p>
<p>Parece que estivesse havendo um incêndio dentro de nós, gerando um calor intenso que nos percorre por dentro como um rio de fogo, indo pelos braços e pernas para finalmente chegar na nuca e dali explodir para o resto da cabeça; depois disso começa um suor que banha todo o corpo; e a seguir sentimos frio.</p>
<p>Essa noite, esse episódio, marcou em nossa vida o fim da fertilidade e o começo de uma bela, nova e maravilhosa etapa de produtividade e criatividade pessoal.</p>
<p>É fundamental nesta etapa prestar muita atenção a estas sensações, relaxar &#8211; tanto quanto seja possível &#8211; toda vez que o &#8220;incêndio&#8221; começar, e conversar com as pessoas que convivem com nós sobre o que está nos acontecendo, para que eles possam compreender, nos acompanhar e nos dar o apoio necessário.</p>
<p>Algumas mulheres poderão sentir a necessidade de consultar um médico; será melhor se for um homeopata, pois eles compreendem a natureza destes acontecimentos e por isso tem condições de ajudar a mulher que está no final de seu processo de fertilidade biológica.</p>
<p>Obviamente será preciso encontrar um profissional da saúde que se disponha e acompanhe este processo sem intrometer-se quando não for necessário.</p>
<p>Por anos, as mulheres acumulamos uma grande quantidade de resíduos que circulam em nosso organismo resultantes de movimentos hormonais muito intensos; estes resíduos são eliminados na fase da menopausa através dos calores e do suor posterior a eles.</p>
<p>A sabedoria de nosso corpo usa o fogo do calor interno e a água do suor para eliminá-los; como podemos ver nada é por acaso ou porque sim, tudo faz parte de uma ordem natural, e por isso ao contrário de suprimir os &#8220;sintomas&#8221; com remédios receitados por alguém que obviamente não entende nada de ciclos femininos &#8211; ou seja, ao contrário de impedir nosso corpo de se purificar &#8211; o melhor que podemos fazer é acompanhar este processo com sabedoria, entendendo e aceitando o que nosso corpo nos ensina, procurando formas naturais de suavizar os desconfortos.</p>
<p>A nenhuma mulher em sã consciência lhe ocorre interromper de propósito sua menstruação, muitas vezes nem mesmo as que padecem de tpm ou de dores nos ovários; então, porque para a sociedade atual parece normal e correto interferir de forma tão violenta na etapa da menopausa?</p>
<p>Mesmo que estes conceitos estão mudando hoje, pois a medicina (?) moderna está colocando à disposição do publico feminino medicamentos tanto para suspender a menstruação como para suprimir os desconfortos da menopausa, não podemos deixar de pensar se estas &#8220;soluções&#8221; que nos são oferecidas de bandeja realmente nos beneficiam.</p>
<p>Em princípio pode parecer que sim, mas&#8230; o que seremos então? O que nos tornaremos se negarmos tudo aquilo que nos faz Ser-mulher?</p>
<p>As consequências destes abusos não somente serão sentidos com o passar dos anos pelas mulheres que os praticarem, como as gerações futuras é que pagarão o preço por ele, e ainda nem sabemos qual será.</p>
<p>Porque impedir o corpo de seguir seu processo natural?</p>
<p>No princípio da menopausa a intensidade e a frequência dos calores vai num crescendo para depois, com o passar do tempo diminuir, atestando claramente que o organismo já se depurou; e assim nesta &#8220;dança&#8221; vão se abrindo um sem fim de novas possibilidades: a sexualidade pode ser vivida de forma mais livre e prazeirosa porque o fantasma de uma gravidez não planejada ficou no passado; o fato de não sangrar mais nos libera de algumas preocupações práticas relacionadas com o assunto.</p>
<p>Além do mais, nesta etapa dispomos de uma quantidade extra de energia física e psíquica que estava sendo totalmente utilizada em nossos hormônios.</p>
<p>Este último Portal nos conduz à sabedoria e à espiritualidade, pois que recorremos um longo caminho, no qual vivemos e experimentamos muitas coisas; sendo assim estamos mais que aptas para aconselhar, compreender, acompanhar e guiar as mulheres que estão seguindo nossas pegadas, como nós seguimos as de todas as mulheres que nos precederam.</p>
<p>Nos próximos posts publicarei um Rito de Passagem para a menopausa e outras formas naturais de vivenciar esta fase de nossa vida, assim como a vivência desta etapa nas sociedades antigas e o conhecimento que nossas antepassadas nos legaram.</p>
<p>Imagem: <a title="onkel wart" href="http://www.flickr.com/photos/onkel_wart/345597203/in/set-72157594183846821/" target="_blank">onkel wart</a></p>

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		<title>Tendas Lunares</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 15:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na época do Matriarcado as Anciãs das tribos ensinavam nos chamados "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições que suas antepassadas lhes haviam legado.

As Tendas Lunares também foram conhecidas pelo nome de "Tenda Vermelha" ou "A Lunna Rubra"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época do Matriarcado as Anciãs das tribos ensinavam nos chamados &#8220;Conselhos de Mulheres&#8221; e nas &#8220;Tendas Lunares&#8221;, as tradições que suas antepassadas lhes haviam legado.</p>
<p>As Tendas Lunares também foram conhecidas pelo nome de &#8220;Tenda Vermelha&#8221; ou &#8220;A Lunna Rubra&#8221;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 400px; height: 273px;" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/yule3-1.jpg" alt="Tenda Lunar" width="400" height="273" /></p>
<p>Nestas &#8220;Tendas da Lua&#8221; realizavam-se ritos cerimôniais e de iniciação nos quais as mulheres uniam-se através de seus ciclos naturais, celebrando os ritos de passagem sem dor e sem culpa e com a plena aceitação de seu Ser-Mulher em todas as idades.</p>
<p>Nestas reuniões cheias de mistério e envolvidas por uma grande energia mágica, bênçãos eram transmitidas de umas mulheres para as outras, assim como também o conhecimento milenarmente guardado no que elas chamavam de &#8220;Mistérios do Sangue&#8221;.</p>
<p>Nas Tendas Lunares se aprendia e se ensinava sobre as ervas sagradas, a interpretação dos sonhos, e como através do amor umas deviam cuidar das outras; iniciavam-se juntas nos mistérios da Grande Mãe, para que assim ao conectar-se com a energia do &#8220;Grande Útero Dela&#8221; pudessem evoluir, não somente para si mesmas como para sua família e comunidades as quais pertenciam.</p>
<p>Dentro da sabedoria do Sagrado Feminino daquela época também podemos encontra a &#8220;Tenda do Suor&#8221; ou a Inipi, um lugar onde suavizar os desconfortos da menstruação, onde tratar problemas de infertilidade, a gravidez o parto e até o pós parto e a quarentena.</p>
<p>As mais velhas ensinavam as que seriam mães pela primeira vez sobre como estimular a produção do leite materno e a reequilibrar seu sistema hormonal.</p>
<p>Resolvi colocar este nome na minha coluna pelo que ele representa, ainda que as Tendas Lunares não tratavam somente dos assuntos relacionados à menopausa, &#8211; tópico fundamental nesta coluna &#8211; pois inevitavelmente diferentes aspectos dos Mistérios do Sangue surgirão no caminho, porque&#8230;</p>
<p>Está em nós a oportunidade de nos tornar conscientes das áreas esquecidas de nossa psique, sangrando, crescendo, amadurecendo e envelhecendo plenas e felizes de sermos sempre o que realmente somos: MULHERES!!</p>
<p>Imagem: <a title="Delphine" href="http://www.flickr.com/photos/devosdelphin/3241997961/in/photostream/" target="_blank">Delphine</a></p>

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		<title>Menopausa: Diário de Bordo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 20:43:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Travessia pelos Domínios da Deusa

Esta é uma viagem na qual todas as mulheres tem uma passagem garantida; algumas irão de primeira classe, outras de 2º, 3º, ou 4º classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>A Travessia pelos Domínios da Deusa</h3>
<p>Esta é uma viagem na qual todas as mulheres tem uma passagem garantida; algumas irão de primeira classe, outras de 2º, 3º, ou 4º classe.</p>
<p style="text-align: center;"><img style="margin: 10px;" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/mulhermadura-2.jpg" alt="Mulher Madura" width="240" height="240" /></p>
<p>Considero uma passagem de 1º classe aquelas que atravessam este período de forma suave, sem muitos ou sem nenhum inconveniente, e além disso a &#8220;viagem&#8221; é rápida e sem mais problemas.</p>
<p>Conheço pouco deste assunto &#8211; agora escrevendo percebo isso &#8211; pois ainda que estou em plena travessia, somente tenho sabido das passageiras de 1º classe e de mim e das que viajam na mesma &#8220;classe&#8221; que eu.</p>
<p>Como já falei antes este é um assunto pouco divulgado, e as mulheres evitam de falar nele; o que se encontra é informação técnica e as soluções são baseadas em remédios, reposição hormonal, ou simplesmente &#8220;padecer&#8221; este ciclo e não procurar entendê-lo e vivê-lo como uma parte do Sagrado Feminino.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="200px" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/anci1.jpg" alt="Anciã, um dos aspectos da Deusa" width="300" height="200" /></p>
<p>Se a Deusa é tríplice e se uma das facetas dela é a Anciã, então porque as mulheres não falam deste aspecto Dela em si mesmas que é tão Sagrado e importante também?</p>
<p>Anciã nos aspectos da Deusa, também se relaciona com &#8220;Sábia&#8221;, mas evidentemente a maioria das mulheres que chegou nesta fase não tiveram a oportunidade de &#8220;saber&#8221; muita coisa sobre elas mesmas.</p>
<p>E voltamos ao problema da sociedade moderna que esqueceu sobre os ciclos da natureza, e é &#8220;natural&#8221; que tenha acontecido assim, porque Ela, a Grande Mãe, a Natureza é feminina, e o Feminino, sagrado ou não, não tem lugar num mundo patriarcal, onde eles ao igual que uma criança mal-criada, precisavam se firmar no mundo, ainda que isso significasse a destruição daquilo que é &#8220;natural&#8221; em qualquer Ser humano.</p>
<p><img class="alignright" style="margin: 10px;" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/ciclosnaturais1.jpg" alt="Os ciclos naturais da Grande Mãe" width="200" height="267" /></p>
<p>Desobedecemos os ciclos da Grande Mãe, e Ela hoje nos cobra seu tributo de muitas formas; o único jeito é pagá-lo, aprender a lição e seguir em harmonia com Ela e com nós mesmas.</p>
<p>&#8220;A Paga&#8221;!!!</p>
<p>Na África as sociedades vivem secretamente as crenças e cultos de religião à qual pertencem desde sempre, pois para o resto do mundo ela é inexistente lá.</p>
<p>Eles acreditam que quando uma pessoa morre o espírito dela vai para o céu, e para eles esse céu é na cima de uma árvore milenária chamada &#8220;Mulemba&#8221;, onde a pessoa espera pelo seu próximo nascimento.</p>
<p>Se a pessoa é assassinada, acontece algo mais&#8230;o espírito também vai para cima da Mulemba a esperar o seu retorno ao plano físico; a diferença é que neste caso fica na terra vagando uma parte do ser que foi assassinado, e que eles chamam de &#8220;Ka-zumbi&#8221;.</p>
<p>É o que se conhece como &#8220;alma penada&#8221; ou &#8220;alma em pena&#8221; (porque carrega uma dor, um pena) e por vezes &#8220;fantasma&#8221;.</p>
<p>Os egípcios consideravam que &#8220;ir ao Ka&#8221; significava morrer, e zumbi ou zoombi é vagar, sem rumo e sem destino apenas animado pelo último desejo do espírito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/Yulearvore1.jpg" alt="Rito Sagrado na Mulemba" width="300" height="275" /></p>
<p>No caso dos Ka-zumbi dos povos africanos (também na atualidade) ele busca a pessoa que o assassinou, não querendo vingança, mas sim para exigir &#8220;A Paga&#8221; (o pagamento); quando ela é feita se reestabelece o equilíbrio cósmico-humano, de forma que a Vida possa seguir seu curso segundo a Lei de Compensação.</p>
<p>O povo africano tem um ritual que se realiza debaixo da Mulemba (a árvore existe de fato) para poder entrar em contato com o Ka-zumbi e saber qual é a &#8221; Paga&#8221;.</p>
<p>Quando o Ka-zumbi não encontra ou perde seu assassino nas voltas da evolução a través dos séculos, ele &#8220;vaga&#8221; em torno de algum dos descendentes daquele que lhe tirou a vida, perturbando-o e não lhe permitindo ser feliz.</p>
<p>A Paga, o tributo pode ser feita tanto pelo descendente como pela própria pessoa (assassino) quando estiver reencarnado, mesmo milhares de anos depois.</p>
<p>A pessoa que foi assassinada inicialmente continua com seu ciclo de renascimentos desde o acontecimento que deu origem a tudo isto, sem nada saber, porque obviamente somos quase que totalmente ignorantes de nossas origens.</p>
<p>O que me levou a contar tudo isto foi o fato de comparar o assassinato de um ser humano como o que temos feito com a Mãe Natureza, a Deusa e o Sagrado Feminino.</p>
<p>Assassinamos a Deusa e com Ela nossa sagrada origem, os ciclos naturais femininos que nossas ancestrais viviam.</p>
<p>Ainda não completamos o ritual debaixo da Mulemba, pois apenas começamos a resgatar nossa ancestralidade, ainda não ouvimos &#8220;a Paga&#8221;. Ao igual que o Ka-zumbi anda em torno de seu assassino e não o deixa viver em paz obstaculizando seus planos, assim a Mãe Natureza que foi &#8220;assassinada&#8221;, assombra como um fantasma a vida da humanidade esperando que ela lhe pergunte o que deseja como &#8220;Paga&#8221; para que possamos ser felizes.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 10px;" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/Rodadoano1.jpg" alt="As Tendas Lunares" width="280" height="350" /></p>
<p>O Sagrado Feminino foi destruído, quebrado, ao nos esquecermos de nossos ciclos em sintonia com as fases da Lua, e também cobra seu tributo a nós as mulheres, à espera de que procuremos entender e viver novamente uma vida de acordo com os ciclos naturais.</p>
<p>As &#8220;Tendas Lunares&#8221; foram destruídas quando a Deusa foi assassinada, e hoje não temos mais onde nos refugiar e aprender sobre nossos ciclos sagrados.</p>
<p>Cada ciclo, cada fase da Lua tem sua &#8220;Paga&#8221;, seu tributo para que possamos vivê-lo tranquilamente, e ainda que irei &#8220;descobrindo a Paga&#8221; de todos os ciclos do Sagrado Feminino, o que mais ocupa minha atenção agora é a menopausa.</p>
<p>A &#8220;Paga&#8221; deste ciclo é <strong>resgatar a Sabedoria da Fase Anciã da Deusa</strong>, já não somente como sexuada, geradora, criadora, nutridora, já não como partes, etapas e fases, mas sim como um todo que contêm e é todas essas partes juntas.</p>
<p>A &#8220;Paga&#8221; do ciclo da menopausa, ou seja, o que temos de perceber nesta &#8220;viagem&#8221; além de que um ciclo segue o outro, é que o ciclo presente sempre carrega em si mesmo os (ou o) ciclos que o precedem.</p>
<p>Sendo assim a menopausa contêm nela todas as fases anteriores:</p>
<p>- O despertar da sexualidade (Donzela)<br />
- A geradora, criadora, nutridora (Mulher Madura)<br />
- E finalmente a sábia (Anciã)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="225px" src="http://i403.photobucket.com/albums/pp111/dnnara4/asfasesdadeusaemns1.jpg" alt="As três fases da Deusa" width="300" height="225" /></p>
<p>O tributo da menopausa é entender em nossos níveis interiores que neste ciclo último, porém não final, somos a soma de todos os anteriores e podemos dizer que a Deusa vive em nós através de todas as suas fases exigindo que se cumpra em nós:</p>
<p>- A experiência da Donzela, redescobrindo a sexualidade em sua expressão mais amena, mais doce e mais tranquila.<br />
- A experiência da Mulher Madura, gerando, criando e nutrindo os &#8220;filhos do espírito&#8221;, pois já não serão filhos gerados de nosso corpo, mas sim filhos do coração, criados e nutridos por ele.<br />
- A experiência da Anciã, a que sabe porque já viveu e experimentou muito, e pode entregar o seu conhecimento a suas descendentes como nossas ancestrais o fizeram antes.</p>
<p>Chegar à menopausa &#8211; se pagamos o nosso tributo &#8211; é tornar-se verdadeiramente Una com a Deusa, com seus ciclos e com nós mesmas.</p>
<p>Imangens: <a title="alicepopkorn" href="http://www.flickr.com/photos/alicepopkorn/" target="_blank">alicepopkorn</a> &#8211; <a title="Eddi 07" href="http://www.flickr.com/photos/spiritual_marketplace/3429037354/in/photostream/" target="_blank">Eddi 07</a> &#8211; <a title="lavandarfields" href="http://www.flickr.com/photos/lavandarfields/3077644981/" target="_blank">lavandarfields</a></p>

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