Lu Monte

Lu MonteLu vem de Luciana. Nasci em 1979, sob o signo de touro, em Campo Grande (MS). Morei do Sudeste ao Nordeste do Brasil, passando pelo Centro-Oeste. Conheci várias culturas, comidas, sotaques, pessoas. Estou em Brasília desde 1997. Formei-me em Direito e pago as contas com ele. Sou solteira por convicção, independente por força do hábito, teimosa desde que nasci, cética de tanto observar, impaciente, curiosa, inquieta.

Conheci a internet em meados dos anos 90, na casa de uma amiga, enquanto caçávamos matérias sobre o (então) novo filme de Star Trek. Tudo era novidade, a conexão era pra lá de lenta, as pesquisas eram difíceis (que google, que nada). As revistas estampavam capas ao estilo “Entenda o que é www” e ninguém perguntava “qual é seu email?”.

Comecei a blogar muito tempo depois. O Dia de Folga nasceu em junho de 2003, numa hospedagem gratuita, como página pessoal. O blog veio em 3 de novembro de 2003, num serviço grátis que valia quanto custava. Essa é a data que marca o nascimento do meu projeto mais duradouro. Em maio de 2005, surgiu o Dia de Folga em hospedagem própria e domínio registrado, quase do jeito como é hoje – digo “quase” porque o DdF já mudou de cara e de rumo muitas vezes, e pretendo que continue mudando, sempre em busca de novos e melhores caminhos.

Quanto a mim, também mudei muito. De emprego, de endereço (algumas vezes), de estado civil (ou quase), de crenças, de objetivos, de amigos (mas alguns são eternos), de guarda-roupa. Permanece a mesma curiosidade que me levou a criar o primeiro blog: o que é isso afinal? Posso escrever o que quero? Quem vai ler? Como funciona essa tal publicação de conteúdo, acessível a todos? Para cada pergunta respondida, surgem cinco novos questionamentos. Aprendo um pouco a cada dia, descubro que ainda não sei nada, mudo de direção, experimento.

Acredito firmemente no poder transformador dos blogs, na sua relevância crescente, na força dessa mídia formadora de opinião e produtora de conteúdo de qualidade. Blogs ocupam um espaço cada vez maior no cotidiano de leituras do internauta, começam a ser vistos como veículo publicitário interessante, fazem parte da cobertura de grandes eventos mundo afora, são temidos por regimes antidemocráticos. No Brasil, ainda há muito o que crescer. Não me contento com o papel de espectadora – sou participante ativa deste processo.

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Estou em várias, mas uso efetivamente umas poucas. E sou antisocial: só falo com quem conheço, ao menos virtualmente.

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