O Mal Que Nos Assola

No texto postado no Magia Bruxa “A Bruxaria Antiga” , o Maestro Ratziel diz entre outras coisas:

“O mal que nos assola é o que deixamos para trás no sentido de esquecer”.

Iaras

Bom, depois de dar muitos “tratos à bola” , finalmente entendi o motivo de que meus ganhos financeiros não sejam aquilo que desejo:

Esqueci da Iemanjá!

Loucura, né? Não é não! Depois do que escrevi anteriormente continuei pensando no caso e numa conversa com a minha filha mais velha comentei com ela que os Maestros ensinaram-me no texto das Criadoras que o mal que nos assola é o que deixamos para trás – no sentido de esquecer delas.

Pensando nisso e seguindo uma linha de conexões muito pessoais, muito minhas, cheguei à conclusão seguinte:

Bom, 1º vou escrever a linha de conexões:

- Passo 1: identificar o problema.
- Qual é o problema que sempre tenho e que preciso resolver?
- Dinheiro (no meu caso)

Então o mal que me assola é a pobreza e não tenho que tentar ganhar dinheiro mas sim me livrar da pobreza! Não é pobreza no sentido literal da palavra, mas como todos nós (ou ao menos como a maioria), preciso aumentar meus ganhos.

Para mim o símbolo da riqueza são os peixes; e eu não gosto de peixe, nunca me liguei neles, nem de comer, nem de olhar, nem de ter aquário, nem nada referente a eles.

Nossa! Acabo de lembrar que tive problemas de saúde quando era criança, por causa de uma ruptura na pele que envolve o cérebro; por causa disso esquecia das coisas, minha memória à curto prazo não funcionava, eu esquecia das coisas minutos depois de ter ido fazê-las.

A cura foi com remédios, é claro, mas além disso o médico mandou uma dieta à base de peixe; eu adorava e comi tanto (durante um ano inteiro) que passei a não poder nem sentir cheiro de peixe, depois disso.

Então os peixes simbolizam a riqueza, e eu sou “D’nara, A Protegida das Iaras” e tenho uma “cruza” com Iemanjá, mas como meu orixá de cabeça é outra Deusa, eu nunca dei bola para ela, nunca senti uma conexão com ele e em definitiva eu esqueci Dela.

Esta noite sonhei com ela, com a minha Iemanjá; ela é velha, usa óculos, não vi os cabelos porque ela tinha um lenço na cabeça, bem desbotado de flores cor-de-rosa em diversos tons misturados com branco; ela estava de saia justa marrom desbotado ou cinza, acho que cinza, de pantufas e meias grossas de “velha”.

Me parece que estava de blusão abotoado na frente; uma velha pobre!

Photobucket

Morava num subúrbio e duas mulheres como da minha idade – eram suas filhas – me levaram na casa Dela; quando chegamos Ela estava sentada ao lado de uma mesa redonda, e uma das mulheres falou: pronto! Aqui esta sua filha! E foram fazer as tarefas da casa.

Eu fui para perto dela para a cumprimentar, então Ela me sentou no seu colo , me abraçou, me passou a mão no peito e me disse:

- Eu vou te passar Reiki e tu vai ver que tudo vai se ajeitar.

Eu pensei que não queria que Ela me “passasse” Reiki, mas em seguida entendi que ela se referia à passar energia; ficamos assim e eu senti algo como quando abracei a Maria em Portugal, senti que Ela era minha mãe.

Depois disso eu estava num Shopping, e tinha comprado uma bolsa de mulher, de juta, amarelo bem clarinho. A bolsa era suave e tinha uma alça de vime; enquanto andava pelo shopping encontrei uma das filhas da Iemanjá, e em seguida estávamos na loja onde eu tinha comprado a bolsa.

A filha estava revirando um balaio e misturou a minha bolsa com as outras; eu a peguei em seguida para que não fossem me cobrar de novo; fui embora e a mulher ficou comprando.

Na rua percebi que eu tinha saído com outra bolsa além da minha, porém menor que a outra; em seguida “vi” em minha cabeça uma imagem da filha de Iemanjá rindo por ter feito aquilo.

Mas… as 2 bolsas estavam vazias, ou seja, eu não tinha memórias desta Deusa, não tinha nem a mais pálida ideia do que era Iemanjá.

Escrevendo percebi que o Anjo da Hoste dos Tronos que me mostrou o início da Criação e que me avisou da morte de uma pessoa muito próxima era Ela; sendo assim, na leitura das cartas é Ela que me assessora.

Nossa! Minha Sacerdotisa Azul! A que me ensinou a jogar o Tarot!

De novo vejo (como aconteceu com a Deusa Artêmis) que Iemanjá sempre esteve “ali” e eu nunca reconheci a presença Dela.

Na outra noite sonhei que levava para Ela uma caixa de madeira como meu costureiro – porém sextavada – com coisas dentro.

Uma das lendas desta Deusa diz que ela teve nove filhos e que os abandonou, ou os deu para Oxum criar; sei que a chamam de Rainha das Águas, sei que Ela gosta de rosas brancas e das mesmas coisas que as mulheres usam para se enfeitar.

Sei que ela aceita canjica branca com tempero verde e também lentilha; estas informações vão para dentro da minha “bolsa das memórias”.

Em rúnico Iemanjá significa “Aquela que precisa ser lembrada”!

Não sei ao certo o dia dela, em alguns lugares diz segunda e em outros sábado; a cor se supõe que é azul celeste e branco; e penso que minha conexão com a Linhagem da Lua Azul é por causa Dela.

Mas a minha velha Iemanjá tinha um lenço rosa, rosa é a cor do amor e azul a do dinheiro, então preciso restituí-la ao lugar de honra que lhe cabe em minhas lembranças, para que a “pobreza” saia de minha vida e seja substituída pela riqueza desta amada Deusa Iemanjá.

Ela me chamou de “Peregrina”, que significa “a que sabe plantar e colher o conhecimento”; agora sei outro Nome para mim: “Peregrina, a Filha de Iemanjá”!

Ao que tudo indica, parte do meu problema financeiro está relacionado com meu esquecimento de Iemanjá como símbolo da riqueza; eu havia decidido esquecê-la porque uma vez a riqueza quis se tornar dona de mim, e decidi então não lhe dar mais lugar em minha vida; mas esta confirmação à qual cheguei graças à uma mensagem de Ratziel, você terá de ler no próximo post, porque este ficou muito longo.

Mesmo assim, agora você pode começar a fazer suas conexões para depois erradicar o problema que desejar de sua vida, pois o modelo é o mesmo para qualquer assunto.

No post seguinte falarei sobre a Balança entre o nosso Poder Espiritual (das mulheres) e a prosperidade do homem em nossa vida; sobre como a falta deste equilíbrio está empobrecendo o mundo atual.

Esta resposta que encontrei talvez explica porquê nas antigas sociedades matriarcais o mundo florescia em prosperidade e abundância para todos, o que não acontece no mundo patriarcal regido pelos homens, onde o progresso avança à passos largos em detrimento da prosperidade da maioria.

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Debora Rocco

Debora Rocco é uma Sacerdotisa da Deusa. Sê-lo implica numa grande responsabilidade: propagar o Amor e o conhecimento pela Mãe Terra, proporcionando a todos os que assim o desejarem, a oportunidade de aprender os Antigos Mistérios da Deusa, colaborando dessa forma com a evolução da Humanidade e do Planeta como um Todo.
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2 Comentários em “O Mal Que Nos Assola”

  1. Querida
    Tenho acompanhado com atenção seus últimos posts. Este, em especial, iluminou algo n’alma. Você iluminou um pedação do meu problema. E vou pedir à Deusa, hoje, que ilumine meus sonhos e mostre o resto do caminho.
    beijo enorme.

  2. Gaurav says:

    Débora,
    Gostaria de saber mais sobre essa interação que falou no post sobre a Poder Espiritual das mulheres e a prosperidade do homem de sua vida. Lindo o seu texto!

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  1. A Balança e o Equilíbrio Cósmico Financeiro- Deusario - [...] post “O Mal que nos assola” comecei a falar deste assunto e tinha ficado de completar a informação, então ...

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