
Quando é que a vida se torna carga,
Quando é que a carga se torna nossa vida?
Onde está o ponto que define essa resposta,
Onde está a resposta que identifica esse ponto?
Como é que chegamos nessa transformação,
Como é que essa transformação nos apanha?
Qual é a escolha que fazemos,
Qual é a decisão que tomamos?
Porque fazemos uma troca, na qual
Aceitamos um trato que nos embarga a Alma?
Quando a vida deixa de ser Vida,
E se torna o fardo que carregamos nas costas?
Onde definimos a largura de nosso caminho,
E medimos a extensão de nossa Alma?
Uma vida criativa é abrumadora, e precisa de espaço para se expressar; quando não nos damos tempo suficiente para desfrutar da criatividade, temos de carregar o peso das brumas que se amontoam ao nosso redor, e perdemos de vista o ponto no qual tomamos a decisão de transformar nossa Alma em algo seco e sem Vida.
Não é um caminho sem retorno, más é uma péssima escolha de viagem “turística”!
E assim chegamos ao ponto, onde a única conclusão possível é… VOLTAR!
Voltar para “casa”, para o nosso centro, para nós mesmos; mas ao contrário do que parece, “ir para casa” é a coisa mais bela e gratificante que podemos fazer, por nós e pelo nosso entorno.
E nesse “ir” não estamos sozinhos, pois a “Mãe Criatividade” nos pega da mão e nos reconduz ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: nosso mundo interno.
Nessa caminhada a gratificação é a descoberta de que podemos comandar o nosso mundo externo desde as profundidades da Alma, sem o peso das brumas; e assim Ela renasce e dança entre os mundos a melodia de nossos sonhos, ao ritmo alucinante de nosso coração.
Desta forma, como no conto de fadas da “Bela Adormecida”, acordamos para um mundo novo, que se cria e se recria a si mesmo, a partir da leveza de nosso Ser, quando a Vida deixa de ser uma carga.
Imagem: Delphine – My World, My Dreams… - CC
© Deusario.com. Todos os direitos Reservados.
A cópia e reprodução não-autorizada deste texto está expressamente proibida.
Plágio é CRIME!
Debora Rocco é uma Sacerdotisa da Deusa.
Sê-lo implica numa grande responsabilidade: propagar o Amor e o conhecimento pela Mãe Terra, proporcionando a todos os que assim o desejarem, a oportunidade de aprender os Antigos Mistérios da Deusa, colaborando dessa forma com a evolução da Humanidade e do Planeta como um Todo.
| Mais Debora Rocco | Todos os textos escritos por Debora Rocco
Acho mesmo que uma vida só se torna produtiva ou criativa se há algum peso que lhe afronte. Só a dor, a inquietação ou o sofrimento de algum tipo (mesmo o simples inconformismo) são capazes de impulsionar uma vida e dar-lhe o verdadeiro sentido; tornando-a atormetantemente produtiva.