O Tempo Não é o Agora…

Houve um tempo em que nasci,
Houve um tempo em que engatinhei,
Houve um tempo em que caminhei.
Houve um tempo em que aprendi a falar.
Houve um tempo em que aprendi a aprender.
Houve um tempo em que me apaixonei pela primeira vez,
Houve um tempo em que sofri a perda do amor,
Houve um tempo em que o reencontrei.
Houve um tempo em que celebrei o nascimento,
Houve um tempo em que a morte me acompanhou;
Houve um tempo em que renasci,
Houve um tempo em que me conheci,
Houve um tempo em que me tornei eu.

Porque o Tempo… o Tempo é o Sempre!

O Tempo Não é o Agora…- Falta. – me dirás.
- O que falta? – pergunto eu.
- Falta o porquê de escrever sobre o tempo. – me respondes.

- Penso que esta palavra se nos escapa das mãos e da vida, na correria de todo o dia por chegar nem sei bem onde; e me ponho a filosofar comigo mesma para tentar entender porque a pesar de correr permanentemente, nunca é o suficiente para encontrar essa palavra que sempre está em falta.

Uma palavra que nos leva a estar em falta com os outros, porque iniciamos muitas coisas, que a “mãe criatividade” nos presenteia -debochando de nós acho eu.

Pois “ela” sabe que não encontraremos o tempo suficiente para cumprir com todas as nossas criações, com todos os projetos que inventamos, com as amizades que colhemos em meio a essa criação, com as pessoas que amamos e que sempre ficam em segundo, terceiro, quarto, quinto ou “n” lugar, após não ter tido tempo nem para os projetos nem para concretizar as nossas criações.

É difícil escolher em quê usar o pouco tempo que sempre temos, e terminamos não escolhendo quase nunca; ele próprio escolhe por nós, gerando cada vez mais fontes de pressão e stress originadas nas coisas não cumpridas ou inacabadas.

- Eu escolho! – você me dirá.
- Como sabe? – pergunto eu.

Que parâmetros usa para isso? As contas para pagar, as exigências de seus seres amados, a necessidade, ou…?

Tem certeza de que realmente é você quem está escolhendo onde colocar o seu tempo?

Dizem que o medo é um dragão que guarda uma porta, e temos de matá-lo para abrir a porta e ver o que há lá dentro; e assim vivemos “matando dragões”, para que eles não nos usem como seu alimento.

Pensando nisso, acho que o tempo é um monstro que nos devora dia a dia, enquanto nos envolvemos nas batalhas com os dragões que nos assaltam a todo momento.

E continuaremos não encontrando essa malfadada palavra (tempo) a não ser que realmente sejamos nós a escolher “O Sempre e não o Tempo”.

Foto: Eddi07 - Creative Commons

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Debora Rocco

Debora Rocco é uma Sacerdotisa da Deusa. Sê-lo implica numa grande responsabilidade: propagar o Amor e o conhecimento pela Mãe Terra, proporcionando a todos os que assim o desejarem, a oportunidade de aprender os Antigos Mistérios da Deusa, colaborando dessa forma com a evolução da Humanidade e do Planeta como um Todo.
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