
Ano passado ganhei o Oráculo do Pão de uma querida amiga. Adorei a proposta – fazer o pão com uma das intenções das 33 cartas que acompanham a receita e um material enxuto, mas bacana, sobre este alimento básico e cheio de sentidos. Não animei. Sempre achei que era trabalhoso e complicado. Pois bem. No meio das férias do fim do ano, larguei a preguiça e comprei os ingredientes. Passei a assar meu próprio pão, meditar sobre as mensagens das cartas e comer o resultado com toda a satisfação, lembrando da intenção contida ali. É transformador.
Ter uma receita de pão não é coisa difícil (o link vai para a busca: mais de sete milhões de resultados, minha gente). Raro é ter as cartas iluminadas que a Magui, inventora do processo, produziu.
Para fazer o pão
Para entrar em contato com a alma
Para ouvir o coração
Uma receita e trinta e três virtudes. Um oráculo.
Para se usar com alegria
Com sabedoria
Como mandar o coração
Ao longo do caminho feito de água, manteiga, fermento e trigos (integral e normal) descobri os significados tão importantes por trás de algumas palavras. Com a justiça, aprendi a separar bem direitinho o que é meu e o que é do outro. E, esta semana, aprendi confiança e entrega. A entrega, esta palavra tão presente e necessária, para mim sempre foi sinônimo de dar. Pois a dona Magui, do alto de sua sabedoria, me ensinou com toda propriedade que entrega é receber, render-se, abandonar-se ao curso da vida e não tentar controlar o que acontece com a gente.
E fez-se um milagre. De iluminação, de compreensão, de possibilidades. Eu, que sempre morro de preguiça de cozinhar para mim – principalmente quando estou muito cansada do dia – não tenho medo de me enfiar a fazer pão. Eu sei que a cada fornada vou aprender um tiquinho mais. E caso a carta se repita, será a Deusa me dizendo, com todas as letras, a lição que ainda não aprendi.
foto: Sifu Renka em CC
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Lucia Freitas Mulher, blogueira e jornalista. Escreve muito. Seus assuntos preferidos? Quase tudo. Adora uma boa discussão, conversar com amigos, novidades, gadgets.
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Que pão bonito fiquei com vontade de experimentá-lo. parece um pão de sete grãos que eu adoro.
Fazia tempos que não passava por aqui!
Sobre seu post: acompanhei a feitura de pão apenas quando era criança. Deu vontade de me arriscar nisso sozinho e ver no que dá.
Beijo.
Engraçado esse tópico sobre o pão.
Sei cozinhar,todos gostam da minha comida. Mas, fazer pão pra mim é um trabalho de Hércules. Parece até que eu não sou merecedora deste aprendizado.
O último que tentei fazer, se transformou em uma arma. Se jogado em alguém, teria o mesmo efeito de uma bigorna. Sem comentários. Então, me recolhi na minha insignificância e desisti de fazer um “simples” pão.
Quem saber, lendo esse post, crio coragem e volto a tentar.
Parabéns pelo site!
Oi, Patrícia.
Eu também cozinho bem e o pão é um mistério. às vezes é bigorna, às vezes não cozinha…
Mas o processo do oráculo é que é interessante. Parece que a gente faz o pão meditando sobre a carta e isso faz maravilhas na alma. Pão rima com mão e o que a gente faz parece ter outro encanto.
Sugiro que você siga tentando praticar a arte.
beijo e obrigada pela visita.
Fazer pão é isto mesmo que todo mundo falou. Tentei fazer um pão sueco que, mais pareceu com uma pedra, porém vou tentar outra vez, por que ontem , comprei este pão,e vi como ele é realmente. Maravilhoso puro ou com cremes e outros ..!!!Bepois eu conto…
corrigindo…depois