
De novo no filme do outro! Uma beleza ser obrigado a participar de episódios que procuramos banir de nossa vida.
Acho que a palavra do dia deveria ser consideração!
Se entendermos o profundo significado dela deixaríamos de fazer e criar episódios onde os outros não desejam ser atores coadjuvantes.
Se considero o outro:
- Não grito com ele
- Não brigo
- Não peço coisas que para ele seriam difíceis, coisas que peço porque são boas para mim sem antes considerar a sua dificuldade.
Se tivesse consideração pensaria antes uma forma suave de falar e ofereceria algo em troca de uma solução para mim porque “um mago não agradece…compensa”
Se tivesse consideração não faria o “drama do coitadinho de mim” depois de ter transformado – à revelia – o outro num ator coadjuvante num filme de horror que eu mesmo criei.
As runas dizem “ponha-se em suas sandálias de vez em quando, quando considerando os outros”.
Meu dia termina quando o outro não me considera, porque me importo com ele, e me dói a sua dificuldade, dificuldade que posso resolver se ele me chamar para colaborar com ele, laborar, trabalhar juntos para solucionar seus problemas.
Realmente é um filme de horror, horror que se faz maior a cada episódio que se instala no dia a dia, dia a dia que se escurece pela falta de consideração do outro.
Mas a responsabilidade disto também é minha por não considerar, por não avaliar o fato de que sou eu que permito que me transformem num ator coadjuvante; a responsabilidade é minha porque ao fazê-lo não estou lhe ensinando algo que já aprendi: Ser considerada com os outros!
A carta do Eremita do Tarot diz que temos a obrigação de ensinar ao outro aquilo que já aprendemos porque “é de justiça obrar assim”.
Então estamos os dois em erro, em Karma, ele por me desconsiderar e eu por permitir que o faça.
Qual é a saída?
Não contracenar, não ajudar ainda que nosso coração sangre de dor pela dificuldade do outro, ainda que ele precise mesmo de nossa ajuda, ainda que somente nós possamos resolver o seu problema nessa hora.
E no momento oportuno gravar um 2º filme encima do filme de horror, gravar um filme de negócios:
- O que eu ganho se lhe ajudar?
- O que você me dará em troca da solução do seu problema?
- Mais adiante este filme “sai de cartaz” e poderemos gravar o 3º encima dele, um filme onde o outro chega em mim considerando antecipadamente a sua situação e a minha e diz:
- Preciso tal coisa, tenho tal problema, o que podemos fazer juntos para resolver?
Imagem: Manel
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Olá Débora
Lindo texto. Copiou de onde????
Samantha,
Porque acha que copiei de algum lugar?
O escrevi faz um par de meses enquanto tomava meu café da manhã na cama, ao igual que todos os outros que tenho postado aqui.
Fico contente de que tenha gostado.