
Olhando a Liberdade
Nestas últimas semanas vivemos, lá no LuluzinhaCamp, tempos agitados. Tudo por conta de uma professora universitária, carregada de títulos, que deu uma entrevista milhares de vezes infeliz a uma rádio. O episódio, levantado pela sempre alerta Lu Monte, rendeu uma boa centena de e-mails e uma carta de princípios muito bacana, cuja base foi criada pela pena afiada da Lu e palpitada pelas 102 mulheres-guerreiras do grupo de discussão.
Claro que o texto foi enviado para a própria professora, para a jornalista que a entrevistou e à editora que publicou o seu livro.
E desde umas semanas atrás, estou envolvida com a organização de um outro “agito”: a luta contra os legisladores brasileiros, que andam soltinhos soltinhos lá em Brasília, fazendo passar milhões de leis que a gente nem repara… O detalhe: estas leis falam de internet, da nossa privacidade, do uso que se faz da rede. É sério, muito sério.
Claro que o Orkut – nas comunidades Cibercultura e Não ao Projeto Azeredo, por exemplo – é uma arma de luta. Mas não basta. Temos que sair no Twitter, nos blogs, na rua e mostrar o que pensamos aqui na rede. Para vocês terem uma noção da diferença de mobilização, o pessoal da comunidade Discografias, no orkut, está com um abaixo assinado (mal escrito, mal escrito) para tentar revidar os ataques da APCM (sem link que eles são o mal) à sua “integridade”. Estão só com 16.177 assinaturas. Detalhe: a comunidade tem 788.740 participantes…A petição on-line feita para combater o projeto do Azeredo tem quase 120 mil assinaturas (e aposto que neste final de semana ganha mais apoio).
A diferença deve-se à blogagem coletiva de julho - que teve 85 posts sobre o assunto. Deve-se à atenção permanente da comunidade blogueira, do software, dos ativistas que não largam o osso nunca. Minha dor e luta é exatamente para engajar os que não entram na roda. Porque quanto mais vozes estiverem ativas, mais difícil é conseguir fazer o mal feito. Duro é fazer entender que não é porque está junto que se pensa igual e que é na conversa que se consegue o meio-termo.
E voltamos ao início: 102 blogueiras. Os leitores – se tivermos (e temos mais, podem crer) 10 por blog – somam mil. Reparou como é que funciona, professora-escritora que falou bobagem? Aqui, mesmo se a gente falar para 6, já falou mais que no livro – que só fala para dois se um emprestar, que tem tiragem de 3 mil e olha lá. E a gente tem a força dos buscadores a nosso favor…
E pode ter certeza, dona professora: a gente não concorda com o seu “trabalho”, mas talvez lutemos a seu lado para garantir o seu direito de ir e vir. Porque se tem uma coisa que blogueiro gosta é de barulho. A vida, já disse um lindo poeta, é som e fúria.
Photo: Hamed Masoumi
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Plágio é CRIME!
Lucia Freitas Mulher, blogueira e jornalista. Escreve muito. Seus assuntos preferidos? Quase tudo. Adora uma boa discussão, conversar com amigos, novidades, gadgets.
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Olá, conheci esse blog hoje e gostei muito do seu jeito de escrever, mas não sou luluzinha eu sou um bolinha.
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