Há dois tipos de “eu sempre quis”. Eu sempre quis conhecer Paris. Esse é um querer enorme, que depende de milhões de coisas para se realizar.
Eu sempre quis ter uma hora por semana para cuidar de mim. Para ler, fazer as unhas, o que der na telha. Para escrever, imaginar, pintar. Para mim, só para mim.
Hoje preciso de silêncio. De recolhimento. De paz e quietude. Hoje preciso ignorar o mundo lá fora, que chama aos gritos, exige, demanda.
Quando eu achava que tudo o que me restava era apenas a esperança de um jamais e as lembranças que ficaram dos sonhos que deixei e das pessoas que amei, a vida me ensinou que ela sempre vale à pena. Que o amor sempre pode florescer outra vez, e que novas lembranças se tecem todos os dias.
Estou com preguiça,
Uma preguiça
Que me embriaga a Alma
E me faz esquecer
Todas as vezes
Que rolei barranca abaixo.
Quando é que a vida se torna carga,
Quando é que a carga se torna nossa vida?
Onde está o ponto que define essa resposta,
Onde está a resposta que identifica esse ponto?